Apareceu aqui, virou notícia!
(49) 9111 4055
Previsão do Tempo
16-12-2017 | 06:35
RETROSPECTIVA31/12/2015 às 11:00

Assassinato de Mariane Telles marcou dolorosamente 2015

O desfecho trágico para o desaparecimento da jovem Mariane Telles, 17 anos, marcou o ano de 2015 e abalou a comunidade de Joaçaba e região.

Mariane saiu para trabalhar no Senai no dia 16 de março, e não retornou. No dia seguinte veículos de comunicação e as redes sociais compartilhavam a foto da jovem, na esperança que alguém pudesse dar alguma informação a seu respeito.

A Polícia Civil começou a investigar o desaparecimento, e a medida que os dias se passavam a angústia tomava conta da família, amigos e da comunidade.

Fim da procura

A procura terminou um mês após seu desaparecimento. No dia 16 de abril, agricultores encontraram o corpo, já em decomposição, em uma ribanceira em São João do Jacutinga, interior de Jaborá. O local foi isolado e periciado pela polícia na tentativa de encontrar indícios que levassem ao autor do crime.

O assassino

No dia 15 de maio, o delegado regional Daniel Régis convocou a imprensa para apresentar o autor do crime. Vagner Fernandes do Nascimento, 22 anos, que prestava serviço de jardinagem por uma empresa terceirizada no Senai, acabou confessando ter matado Mariane depois de cair em contradição em seus depoimentos.

Régis se emocionou durante a entrevista ao falar do trabalho de investigação. “Mais que uma resposta à sociedade, nossa preocupação era com os pais de Mariane, com quem convivemos durante todo o período. Desde o começo dessa investigação eu disse que esse crime ocorreu em um lugar propício para ser descoberto, pois dispomos de uma equipe altamente qualificada e experiente que manteve a calma e a determinação, mesmo quando fomos cobrados, e eventualmente desacreditados. Méritos a esses policiais, que não pouparam nem mesmo suas famílias durante as madrugadas e finais de semana com trabalhos exaustivos para que pudéssemos apresentar hoje um desfecho, pelo menos aceitável para este caso”, disse o delegado regional na ocasião.  

Inquérito

O inquérito policial concluiu que naquela tarde do dia 16 de março, Vagner convidou Mariane para comer sementes de girassol em uma sala de depósito. Na ocasião ele tentou violentá-la, e para que ela não o denunciasse tirou sua vida por asfixia, com uma corda nylon. Ele contou que enrolou o corpo da jovem em um tapete vermelho e levou até fora do pátio do Senai com um carrinho de mão. Na sequencia, colocou o corpo no porta-malas do seu carro e levou até São João do Jacutinga.

Denunciado pelo Ministério Público

No dia 10 de julho o promotor de justiça Protásio Campos Neto denunciou Vagner Fernandes do Nascimento por homicídio triplamente qualificado. Para o promotor, o jardineiro cometeu o crime mediante surpresa, sem dar chance de defesa, e matou por asfixia para ocultar o crime anterior, o sexual. Além das três qualificadoras, Vagner responderá também pelo crime de ocultação de cadáver.

Julgamento

A defesa do jardineiro tentou o desaforamento, ou seja, levar o julgamento para outra comarca alegando que havia uma tendência natural da comunidade em querer a condenação do réu, e que ele já estava sendo pré-julgado. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou o pedido por unanimidade no dia 24 de novembro. De imediato, o juiz da Comarca de Joaçaba, Márcio Umberto Bragaglia, designou para o dia 26 de fevereiro de 2016 o Júri Popular do jardineiro.  

Comentários
Publicidade
Anuncie Aqui