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HOMENAGEM24/05/2016 às 17:53

Joana Figueiredo comemora 45 anos como colunista social

Joana Figueiredo comemora 45 anos como colunista social
Foto:Joana Figueiredo/Divulgação

Uma das figuras mais enigmáticas da mídia de Joaçaba, região e até do estado, comemora neste mês de maio 45 anos de profissão. Joana Edi Fiqueiredo dos Santos, reuniu amigos e colegas de imprensa para comemorar a data na última sexta-feira (20) no Recanto do Sétimo Céu, de propriedade de Jorge Pichler Ritter Von Tennenberg e Adelaide Lindner Tennenberg, hoje Restaurante Ponto de Vista aos cuidados de Loira Costa e Bruno Gerson Kieling.

Respectiva, Joana brincou com seus convidados durante o jantar, relembrou histórias de sua carreira, principalmente na TV, onde foi seu maior auge na década de 90 na TV Cidade. Mas ao contrário do que esperavam os presentes, Joana não discursou. Ao receber a salva de palmas, restringiu-se a agradecer a presença dos amigos. “Tenho pavor dos jantares onde o povo morre de fome e os discursos não acabam”, brincou. 

A colunista social prefere não se definir, brinca ao dizer que é “indecifrável”. De personalidade forte, a leonina admite que é polêmica por ser briguenta. “Sou eu: a boca maior que a cabeça”, risos.

Conheça um pouco da trajetória da colunista

Joana Figueiredo, 65 anos, é natural de Urubici, Serra Catarinense. Se mudou para Itajaí no início da década de 70 para cursar o ensino superior, onde se formou em pedagogia, e em seguida fez administração escolar. Sua inclusão na mídia se deu através do colunista Tião Reis, do Jornal Diarinho, com quem fez amizade ao trabalhar de caixa na Loja Hermes Macedo. “Como ele frequentava a loja, as amigas me apresentaram e disseram que eu estava cursando faculdade. Me pediu para enviar notas para o jornal, e assim iniciei”, recorda.

Nesse meio tempo Joana se casou com o Ivaldo dos Santos, que trabalhava na junta administrativa do Porto de Itajaí. Ao lado do marido começou a frequentar as festas da sociedade, e repassava as informações para o colunista Tião Reis. Em uma dessas festas encontrou o colunista Carlinhos Müller do Jornal de Santa Catarina (Blumenau), que lhe reconheceu de Urubici, onde debutou.  “Contei que estava fazendo notas para um jornal e ele me pediu para enviar para sua coluna”.

Depois de graduada, Joana veio para Joaçaba, mas continuou enviando notas para o colunista. Mas foi no final da década de 70 que Joana passa a assinar sua própria coluna no Jornal O Regional de Joaçaba. “Nunca ganhei do jornal, ganhava com o jornal, pois promovia eventos, jantares e institui o Troféu Cidadania, que era uma grande festa, sendo realizada por muitos anos”, contou.

Em 1986 Joana deixa o jornal após realizar a cobertura de um baile de debutantes do Clube 10 de Maio. “O Telismar Gewehr me procurou na minha loja, a Auto Tintas onde hoje é a Casa do Chapeador, pedindo para cobrir o baile, pois sua esposa, Dionísia Gewehr, era patronesse. Fui e arrumei a maior confusão, pois era para o Jornal Cruzeiro, concorrente do Regional. Além da concorrência, os jornais eram administrados por pessoas de siglas políticas rivais, naquele tempo MDB e Arena. Daí já viu, tive que deixar o jornal”. Joana então começa a escrever sua coluna no Jornal Cruzeiro. “Telismar já tinha me convidado e fui falar com ele. Aceitei com a condição de ter liberdade na coluna, sem interferências da direção. Fiquei no Jornal até o Afonso Dresch ganhar a eleição em Joaçaba”, lembra.

O Jornal pertencia a uma associação, e enfrentava problemas financeiros. “Com a mudança na direção, em 1994, me disseram que eu teria que arrumar patrocinadores para manter a coluna. Me desesperei, nunca tinha vendido mídia. Chorava e até pensei em desistir. Eles me pediram 3 mil dólares para manter a coluna, naquele tempo era tudo por dólar. Um dia meu marido me disse que se era para vender, que eu montasse meu próprio jornal. Sai para vender e consegui bem mais que os 3 mil, foi assim que nasceu o Sol, há 22 anos”, recorda a colunista que percorreu os municípios para fazer matérias.

Parceria com Moacir Benvenutti

“Conheci ele em 1992, através da Ieda, esposa do Dr. Aluar de Oliveira Pinto. Juntos criamos a Associação Catarinense de Colunistas Sociais. Mudamos esse estado, ele promovia festas em Florianópolis e eu levava o pessoal de Joaçaba para lá, e quando eu promovia aqui ele trazia pessoal de lá”, recorda Joana ao mencionar que promoveu o Miss Brasil em Joaçaba, além de trazer vários artistas para o município. Moacir faleceu aos 67 anos no mês de abril em Florianópolis, vítima de ataque cardíaco.  

Rádio e TV

“Em 1982 fui passar uma receita na Rádio Líder, no programa do João Paulo Dantas (falecido). Na sequência ele me convidou para fazer uma coluna social no rádio, aliás, fui a primeira a fazer coluna social no rádio, e isso está registrado nos anais da história”. Não demorou para que Joana fosse parar na televisão. Foi também através de João Paulo, que o convite chegou. O Canal 21 recém havia sido aberto em Joaçaba, quando houve a indicação de seu nome. “Fiquei um bom tempo por lá apresentando o Programa Joana Figueiredo, fui processada várias vezes, pois fazia muitas denúncias. Até que me desgostei e fiquei apenas com o jornal”.

Depois Joana trabalhou na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joaçaba a convite do governador Luiz Henrique da Silveira, em seu segundo mandato. “Trabalhei até que o Ivaldo adoeceu e tive que me dedicar a ele, que já passou por várias cirurgias. Hoje divido meu tempo entre ele e o jornal, que posso produzir de casa, e muitas vezes até deixo de fazer a coluna por falta de tempo. Quero morrer fazendo coluna. Eu amo. Cada jornal espero como se fosse um filho, enquanto não chega da gráfica não descanso. Me dá muito trabalho, mas também muito prazer e muitos amigos. As amizades que construí não tem dinheiro que pague. Um povo muito abençoado”, concluiu a colunista social.

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