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25-03-2017 | 06:46
POLÍTICA04/01/2017 às 10:41

“Não sei como chamavam isso de Prefeitura”, relata Lorini no início de sua gestão

O prefeito Américo Lorini (PR) iniciou oficialmente na segunda-feira (02) sua gestão administrativa frente a Prefeitura Municipal de Herval d’Oeste. Em menos de 72 horas, Lorini se apavorou com a situação de alguns setores da Prefeitura.

De acordo com o novo líder executivo de Herval d’Oeste a situação é pior do que se esperava. “Quando aceitei ser candidato já sabia da dificuldade que receberia. Porém, a situação está mais delicada do que se imaginava”, declarou ao exemplificar que faltam equipamentos básicos de trabalho. “A garagem da Prefeitura parece mais um depósito de ferro velho. Lá, por exemplo, não temos máquinas e equipamentos à disposição. Antes de iniciarmos os trabalhos, será necessário uma intervenção geral”, completou.

Ainda na segunda-feira (02) Lorini nomeou uma equipe da Prefeitura para realizar todo o inventário dos bens públicos que assumiu em seu governo. “Precisamos conhecer o que temos, ver se existe e saber onde está para que possamos iniciar os trabalhos”. Outra atitude adotada por Lorini está na revisão de contratos. “Estamos reavaliando todos os contratos, convênios, a estimativa de arrecadação para definirmos o que pode ser cancelado com o objetivo de reduzir custos. Em algumas situações pediremos o apoio da Câmara e quando não for necessário tomaremos a decisão por aqui mesmo”, afirmou.

Mesmo com as dificuldades, o prefeito falou das necessidades em se manter alguns setores atendendo com normalidade. “A saúde e educação precisam de muita atenção. Na saúde temos que manter todo o trabalho oferecendo uma qualidade de atendimento cada vez melhor aos hervalenses. Na educação, já comuniquei o vice-prefeito e secretário de educação, Mauro Martini, para que inicie os levantamentos, principalmente, em virtude do início do ano letivo e as necessidades de recuperação de ônibus e estradas para o transporte dos alunos”, explicou.

Um dos fatores que preocupam a atual administração para o futuro é o aumento da folha de pagamento. “Esse aumento de 9.15% aprovado pelos vereadores ainda no ano passado nos fez repensar muita coisa. Precisamos ter muito cuidado, pois, se a arrecadação diminuir, lá pela metade do ano poderemos até atrasar o salário por falta de recursos”. Lorini adianta ainda que “uma análise está sendo feita do impacto financeiro e a Justiça será comunicada do problema financeiro que o reajuste causou nos cofres públicos”. Questionado sobre a decisão dos vereadores que aprovaram a proposta, o prefeito disse que “faltou um espírito de boa vontade dos vereadores, afinal, uma semana antes reprovaram as contas do ex-prefeito e na semana seguinte concederam o reajuste aos servidores. Desta forma, já estão reprovando de forma adiantada as minhas contas pelo não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.

Para tentar equilibrar a despesa com a receita, apenas dois secretários foram nomeados: saúde e administração e finanças. As secretarias de obras e educação ficarão sob a responsabilidade do prefeito e vice-prefeito neste início de gestão. “Vamos evoluindo. Acreditamos que o ano de 2017 será muito difícil, mas até a metade deste ano a comunidade já verá alguns resultados em benefício da qualidade de vida do nosso povo”, concluiu.

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