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CARNAVAL20/03/2018 às 21:00

Pesquisa mapeou o perfil e os gastos do turista no carnaval

Pesquisa mapeou o perfil e os gastos do turista no carnaval
Foto:Fecomércio apresentou números

A Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) apresentou na manhã desta terça-feira (20) o resultado da pesquisa realizada durante o carnaval de Joaçaba. Com a presença de empresários, integrantes de escolas de samba e imprensa, foram revelados os dados em um café da manhã no Restaurante e Buffet Totti.

O levantamento, que entrevistou 276 turistas, avaliou o perfil, características de viagem, impacto econômico e avaliação do destino. Conforme a pesquisa, 68,8% dos visitantes foram do sexo masculino, enquanto que 31,2% do sexo feminino. Os foliões que participaram do carnaval em Joaçaba vieram de Santa Catarina (Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Caçador e Lages), Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, e até mesmo da Argentina. O Carnafolia foi a principal opção dos turistas (79,3%), enquanto que os desfiles de escolas de samba foram a opção de 30,4%.

Em média, o total dos gastos por turista foi de R$ 1.636,00 sendo que os gastos com hospedagem foram os mais expressivos. Cada turista gastou com hospedagem, em média, R$ 749,72 em Joaçaba. Os gastos com alimentação também foram bastante expressivos, o valor médio apurado foi de R$ 618,25. E para os gastos com Lazer, que incluem os valores de ingressos e camarotes, o valor apurado foi R$ 572,41.

“Tivemos um aumento no gasto médio principalmente com a prestação de serviço, hospedagem, lazer e alimentação, porém um impacto negativo no comércio. Apenas 56% dos turistas gastou no comercio, o que é característico do público que vem aproveitar a festa. Cabe agora discutir esses dados para saber qual a maneira de aproveitar melhor o turista, com estratégias que possam obter melhores resultados”, avaliou o gerente de planejamento e mercado da Fecomércio, Renato Barcellos. De acordo com ele, o evento tem potencial, mas deve ser aperfeiçoado. “Entre os pontos principais, o turista revelou uma experiência positiva, que se sentiu seguro na cidade e atribuiu nota 4, em uma escala de 1 a 5. No entanto, alguns quesitos, como acesso, banheiros, trânsito e tecnologia, não tiveram boa avaliação”.

Para o prefeito Dioclésio Ragnini, os dados foram positivos, diante da crise e das dificuldades. “Houve um pequeno decréscimo, mas temos que levar em consideração a situação da economia. Agora vamos sentar com a Liesjho (Liga das Escolas de Samba) para discutir os pontos que devem ser melhorados no evento. Se forem três escolas novamente, eu defendo a realização dos desfiles em uma única noite, mas precisamos saber se as duas noites são uma imposição do projeto de captação de recursos da Lei Rouanet”.  

“Esperávamos um crescimento em algumas áreas”, revelou o presidente da Liejho, Dihego Joe Muller, que enalteceu os aspectos positivos do carnaval. “Tivemos 95% dos ingressos das arquibancadas e camarotes vendidos. Desde 2015 não chegávamos a esses números, além de não ter sido registrado nenhum caso de violência durante o evento”, destacou o presidente, ao comentar que os dados serão aproveitados para melhorar o evento. “Mas precisamos de apoio do Poder Público e dos Sindicatos. A Prefeitura repassou R$ 600 mil para as escolas, o restante tivemos que buscar na iniciativa privada”.

Dihego informou que foram gastos R$ 814 mil para realizar o carnaval deste ano, enquanto que em 2017 o evento consumiu quase R$ 1,5 milhão. “Ainda temos recursos para receber, que entram trimestralmente. Espero poder sanar todas as dívidas, incluindo as de 2017”, concluiu.

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