Caco da Rosa - Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível
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18-08-2018 | 08:49
SAÚDE23/05/2018 às 15:30

Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível

Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível
Foto:Dr. Ricardo Alexandre Stock (Foto: Alessandra de Barros/Assessoria Unoesc)

Doença silenciosa e de evolução lenta, o glaucoma é o maior causador dos casos de cegueira irremediáveis no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS. A doença só fica atrás da catarata, que pode ser revertida por meio de cirurgia. O dia 26 de maio, no próximo sábado, é voltado ao combate do glaucoma, que atinge de 2 a 3% da população brasileira acima de 40 anos. Esse percentual de casos no país integra os mais de 60 milhões registrados em todo o mundo, de acordo com a OMS.

Em vista do mês de prevenção da doença, o Portal Caco da Rosa conversou com o vice-presidente da região de Joaçaba da Associação Catarinense de Oftalmologia, Dr. Ricardo Alexandre Stock, sobre o glaucoma e outras doenças da visão.

- O que é o glaucoma?

É uma questão bem complexa. Ao longo de três décadas o conceito de glaucoma mudou muito. O glaucoma era considerado um dano do nervo óptico causado por um aumento da pressão intraocular. Esta definição se manteve por muito tempo. Hoje em dia, diz-se que o glaucoma é uma neuropatia esquêmica e degenerativa, que nem sempre está relacionada a altos níveis de pressão. Então, o glaucoma é um dano estrutural ao nervo óptico, em que os pacientes apresentam características diferentes. Os casos mais preocupantes são aqueles em que os pacientes vão até o consultório e apresentam uma pressão intraocular normal, mas têm glaucoma. É uma doença que não possui uma definição precisa e ainda não é totalmente compreendida pelo mundo da oftalmologia.

- Além desta doença e da catarata, quais outras doenças da visão podem causar cegueira?

Existem inúmeras doenças que podem causar cegueira. As mais comuns são o diabetes, que evolui apresentando o que chamamos de retinopatia diabética. Acima dos 70 anos, muitas pessoas podem apresentar a degeneração macular relacionada à idade. Oclusões vasculares também podem levar à cegueira, assim como inflamações do nervo óptico, como o ceratocone - vale dizer que esta patologia é muito comum aqui na nossa região em razão de se coçar muito os olhos.

- Quais os sintomas do glaucoma e da catarata?

Ambas as doenças podem ser silenciosas e não apresentar sintomas. A grande diferença entre elas é que a catarata causa cegueira reversível e tratada por meio de cirurgia, enquanto todo e qualquer dano ocasionado pelo glaucoma é irreversível. Os sintomas do glaucoma são totalmente silenciosos, sendo que há dois tipos da doença - o de ângulo fechado, em que há o aumento da pressão intraocular de forma abrupta, ocasionando fortes dores no olho acometido e o glaucoma de ângulo aberto, em que o paciente não apresenta nenhum tipo de sintoma. Já quem tem catarata apresenta o embaçamento visual, baixa de visão e perda de contraste, o que leva à dificuldades para ler ou dirigir, por exemplo.

- Quais as formas de tratamento? Há cura?

A forma de tratamento do glaucoma é a identificação da doença medindo a pressão e realizando exames complementares como a avaliação do campo visual, tomografia do nervo óptico, fotos sequenciais deste nervo para verificar se estão ocorrendo danos. Afinal, o uso de colírios para a manutenção da pressão intraocular no caso do glaucoma levam a diversos efeitos colaterais, como irritação e desconforto. O acompanhamento periódico e o uso de colírios para controlar a pressão-alvo do paciente são as formas de tratamento do glaucoma, que não tem cura, somente controle. Assim, a cirurgia é indicada para a melhora da qualidade de vida dos pacientes que apresentam sintomas adversos no tratamento com colírios. 

- Por que os olhos merecem atenção?

Os olhos são muito sensíveis e suscetíveis a doenças. Por isso, todas as doenças oculares merecem muita atenção. A orientação é que as pessoas procurem por atendimento médico especializado. E o mais importante - o oftalmologista é o único profissional capaz e com competência para cuidar da visão da população. O uso do óculos é necessário e traz ótimos resultados quando a indicação é feita por um especialista. Assim, os olhos são um órgão que precisa ter cuidado redobrado.

- Para quem cansou de usar óculos, qual a indicação?

Sem sombra de dúvida, um bom oftalmologista, há 30 anos atrás, era aquele que sabia receitar um bom óculos multifocal. Hoje, o bom oftalmologista é aquele profissional que elimina o grau do óculos de várias formas como na cirurgia da catarata, através de procedimentos a laser, com lentes de contato. A medicina tem evoluído com a tecnologia, que está bem a favor do paciente. Cada caso é um caso, mas as cirurgias são altamente seguras e precisas, com altos níveis de satisfação. É magnífico e surpreendente pensar nos resultados advindos de cirurgias quando o assunto é a eliminação do grau dos óculos.

- Neste caso de cirurgia de correção de grau, qualquer pessoa pode fazer?

Não. Há uma bateria de exames oculares pelos quais o paciente precisa passar. Tudo isso para individualizar a indicação cirúrgica, oferecendo a melhor opção para cada paciente e aumentando, desta forma, os níveis de satisfação. O oftalmologista deve tentar prever possíveis complicações dos procedimentos e resultados não satisfatórios. É preciso se pesquisar muito, avaliar a anatomia do olho através de exames complementares para se definir se o paciente é indicado para a cirurgia ou não.

- Há indicação de idade sobre a frequência de consultas ao oftalmologista? 

É uma questão interessante. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica orienta uma avaliação do bebê com apenas duas semanas de vida. Depois, aos seis meses e, a partir disso, a realização de consultas ao oftalmologista uma vez por ano. Isso raramente acontece, infelizmente. Ao pensar no glaucoma, mais uma vez, a ideia que se tem é que é preciso medir a pressão intraocular a partir dos 40 anos de idade. Porém, indica-se a realização deste exame antes disso. As consultas ao oftalmologista uma vez por ano são ideais, pois a preocupação é com as doenças silenciosas, como o glaucoma, o descolamento de retina e a catarata, que podem aparecer em pacientes mais jovens.

- Como manter a saúde ocular em dia?

Esta questão é muito importante. Não se deve usar colírios sem indicação médica nem compartilhar o produto com outras pessoas. Não coçar os olhos e evitar levar as mãos até eles. Tomar cuidado com maquiagens, sempre ficar atento ao prazo de validade desses produtos. Não utilizar óculos de outras pessoas, pois isso pode prejudicar a visão. E o mais relevante - consultar o médico oftalmologista regularmente. Lembrando que este profissional é a única pessoa competente e capacitada para cuidar da saúde dos olhos.

Fonte: Bruna Occhi/Assessoria de Imprensa

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