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JOAÇABA23/08/2018 às 17:00

Especialista em saúde e segurança do trabalho palestra em Joaçaba

Especialista em saúde e segurança do trabalho palestra em Joaçaba
Foto:Cosmo Palasio, renomado profissional da área

O consultor Cosmo Palasio, um dos mais renomados profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no Brasil, com mais de 34 anos de experiência na área, esteve palestrando na noite desta quarta-feira (22), em Joaçaba. Palasio foi convidado para o Seminário “Saúde e Segurança em Foco”, que marcou o primeiro aniversário da empresa Bonna Engenharia. O evento, que aconteceu no Auditório Afonso Dresch da Unoesc, teve a parceria do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário) de Joaçaba e apoio da Unoesc.

A plateia, formada por empresários, trabalhadores e estudantes, teve acesso a informações importantes sobre SST, que visam promover um ambiente mais saudável e seguro para os trabalhadores.

Inicialmente, o especialista apontou que 5 mil trabalhadores não voltam para suas casa todos os dias no país. “Acidente de trabalho é segunda causa de morte no mundo, só perde para causas naturais. Pouca gente sabe disso, pois a segurança do trabalho é um assunto com pouca visibilidade em nossa sociedade, e isso tem que ser mudado”, advertiu Palasio, ao mostra os dados do perigo: “em 2017 foram gastos R$ 67 milhões com vítimas de acidentes de trabalho. Isso é maior que o PIB de 10 estados. Nós temos 700 mil acidentes de trabalho por ano, apenas os notificados”.

Para o consultor, é possível trabalhar sem acidentes graves. “O que mata é o desconhecimento profundo das coisas. Não podemos viver com o conceito de fatalidade. Muitas vezes fazemos coisas erradas, sabendo que vai dar errado e atribuímos o resultado final ao destino. Sorte e azar não cabem neste universo”, disse. “As pessoas não sabem o que é prevenção, pois não foram orientadas para isso”, completou.

Palasio destacou que é preciso romper paradigmas: a forma como as organizações e os profissionais entendem e compreendem a SST; como o governo vem mudando as normas, e a forma como o mercado globalizado percebe as questões de SST. “Precisamos começar a entender que a segurança do trabalho existe agora e continuará existindo no futuro. A maiorias das pessoas que comandam organizações não tiveram qualquer preparo para o assunto SST. Não enxergam como parte do negócio, embora ele possa a qualquer momento inviabiliza-lo. Elas trabalham apenas partes da implementação das Normas Reguladoras, inibindo o desenvolvimento das mudanças de forma continua. Mais cedo ou mais tarde a conta vai bater a porta”.

Palasio também chamou a atenção para as ações regressivas previdenciárias, que estão quebrando empresas no país. “Até 2017 eram 14 ações ajuizadas por ano, a partir de 2018 são 500. Conheço uma empresa de São Paulo que tem duas ações regressivas, totalizando R$ 2,4 milhões, e empreiteiras pequenas com ações de R$ 200 ou 300 mil reais. E as pessoas continuam tratando a segurança do trabalho separadas da questão gerencial, não incluindo nas preocupações. Estão totalmente equivocadas. A segurança tem que vir para dentro do negócio, tem que ser parte do negócio. A Previdência é uma grande seguradora, mas é uma seguradora para acidentes. Quando as empresas descumprem normas de segurança, e causam perdas, ela entra com uma ação para reaver o dinheiro pago”, observou.

O consultor chamou a atenção para as exigências do mercado externo. “Algumas organizações do chamado primeiro mundo barram exportações de países emergentes por considerar que as empresas são mutiladoras e assassinas. As empresas que exportam estão tendo que fazer uma certificação de segurança do trabalho. Estamos diante de um cenário que eu gostaria que os empresários pensassem o quanto é preciso uma gestão mais profissional na segurança do trabalho para a preservação do seu negócio”.

Para o especialista, não há qualquer possibilidade de futuro para organizações que não levam em consideração a questão da saúde e segurança. “Primeiro, as ações governamentais vão pesar casa vez mais, e segundo, porque vamos ter restrições de mercado pelos consumidores. A sociedade brasileira começa a evoluir, ficar mais sensível com a essas questões, não consumindo produtos de empresas responsáveis por acidentes de trabalho”, concluiu.

Bonna Engenharia 1 ano

A empresa foi fundada em agosto de 2017 para atender a demanda na área da segurança do trabalho e da engenharia civil. Atua na elaboração de laudos, avaliações ambientais, treinamentos e capacitações, além de oferecer brigadistas particulares para promover a prevenção em eventos. “A Bonna Engenharia completou o primeiro ano, com seus primeiros passos. Sabemos que temos muito ainda a apreender e oferecer aos nossos trabalhadores. Acreditamos que o crescimento venha através de capacitações e diálogos com trabalhadores e empresários”, discursou a sócia-proprietária da empresa, Rosilene Pires, ao agradecer o Siticom, IFC Luzerna e Unoesc.

Concurso de fotografia

Durante o evento, o Siticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário) lançou o concurso fotográfico “Boas Práticas de Saúde e Segurança na Construção”, que consiste no registro de trabalhadores cumprindo as normas de segurança. A premiação será em dinheiro.

“Queremos mostrar as boas práticas da construção civil, que estão sendo construídas em conjunto entre o sindicato, trabalhadores e empresários”, destacou o presidente do Siticom, Pedro Nogueira.

Para saber mais sobre o concurso acesse o site do sindicato.

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