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JOAÇABA12/07/2013 às 16:12

Enchente de 83: memórias da destruição

Mês de julho marca os 30 anos da enchente que jamais será esquecida
Enchente de 83: memórias da destruição
Foto:Dezenas de pessoas assistindo a destruição causado pelo Rio do Peixe

Há exatos 30 anos as cidades de Joaçaba e Herval d´Oeste vivenciaram a fúria da natureza. A data carrega um significado histórico, o dia em que o Rio do Peixe extrapolou seu leito e devastou a vida de muita gente. O lado cruel da natureza que deixou feridas jamais cicatrizadas, uma passagem triste da história que até as lembranças fazem doer.

Naquele fatídico dia, 07 de julho de 1983, muitas pessoas acordaram com a água debaixo de suas casas e a única certeza que tinham é, que não podiam esperar, era hora de tirar a mobília, a família e correr para algum abrigo. O rio que parecia distante e amigável, se transformou em um monstro e deixava um rastro de destruição jamais visto.

As emissoras de rádio (Catarinense e Líder) noticiavam os fatos, o relato desesperado de quem estava perdendo tudo que havia conquistado, além de auxiliar as equipes de socorro do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil. Como a informação não possuía a mesma velocidade que os dias atuais, as emissoras entravam em contato com Caçador para monitorar a situação naquele município, pois o volume de chuva por lá refletia diretamente na altura do rio em Joaçaba e Herval d´Oeste.  

Duas pontes sucumbiram à revolta do rio, ponte da amizade que ligava Luzerna ao bairro Estação Luzerna em Herval d´Oeste (uma conquista de muitos anos que foi por água abaixo literalmente) e a ponte Emílio Baumgart, um marco histórico na construção de pontes em concreto armado (a ponte sem vigas, como era conhecida).

Se por um lado a comoção pela perda e a falta de esperança tomava conta das pessoas que assistiam suas casas partirem quase inteiras ou se desmancharem em meio a força das águas, a solidariedade nunca esteve tão presente na sociedade. Mesmo quem estava distante do perigo, sujou os pés de lama e debaixo de chuva ajudou os “flagelados” (termo depreciativo utilizado para descrever as pessoas que perderam tudo com a enchente), a salvar alguma coisa.    

Com o passar dos dias e com o rio voltando ao normal, a imagem da destruição foi ficando mais nítida. O vazio não ficou apenas nos terrenos que antes possuíam casas, mas na história de muitas famílias que tiveram que reconstruir suas vidas, agora bem distante do rio.

Confira as fotos digitalizadas e enviadas por Pedro Dorli Belotto (Joaçaba, Herval d´Oeste e Luzerna/distrito de Joaçaba) :

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