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Publicado em 29/11/2013 ás20:00
Aconteceu nesta sexta-feira (29) no Fórum de Joaçaba, o júri popular de Marisa Hoffmann, acusada pelo Ministério Público de ter jogado sua própria filha, recém-nascida, nas águas do Rio do Peixe em joaçaba.
O Tribunal do Júri, formado por pessoas da comunidade, acolheu o pedido do Ministério Público e da defesa de afastar as qualificadoras, causas que aumentam a pena em relação ao homicídio. Eles levaram em consideração a situação familiar, crianças pequenas que chamam pela mãe em casa, e também pelo seu estado psicológico. Diante disso, por quatro votos a três, os jurados condenaram Marisa Hoffmann pelo crime de homicídio simples, com pena de 06 anos de prisão. Como a Lei estabelece pena maior de um terço quando o crime é praticado contra pessoa menor de 14 anos, o juiz Márcio Umberto Bragaglia que presidiu o júri, aplicou mais 02 anos.
Penas até 08 anos são cumpridas em regime semiaberto, no entanto, Marisa obteve a progressão da pena para regime aberto por já ter cumprido 02 anos em regime fechado. “Ela volta ao convívio da família, mas terá que ficar a noite e nos finais de semana em casa, não podendo ser vista na rua e nem mesmo em locais de baixa reputação, cumprir uma série de regras quanto a trabalho, apresentação mensal no Fórum para justificar seu comportamento, etc.” explicou o magistrado informando que se condenada descumprir a pena voltará para o Presídio. Marisa reside no interior de Ibicaré.
O juiz mencionou que o caso demorou a ser julgado em função do trâmite do processo, com vários recursos interpostos pela defesa, inclusive em Brasília.
Atuou na acusação o promotor de justiça Protásio Campos Neto e, na defesa o advogado Leocir Antônio Carneiro.
Relembre o crime
Após receber alta no Hospital Universitário Santa Terezinha no dia 27 de janeiro de 2012, no caminho até a rodoviária de Joaçaba, ao passar perto da passarela que liga Joaçaba e Herval D'Oeste, Marisa Hoffmann lançou a recém-nascida no Rio do Peixe. O corpo foi encontrado boiando por pescadores. Um casal que testemunhou a cena contou a Polícia que conseguiu chegar até Marisa.
Ouça a entrevista com o juiz Márcio Umberto Bragaglia:
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