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Previsão do Tempo 03/11/2026 | 09:55
Publicado em 13/11/2024 ás11:30
Um líder religioso foi condenado a 45 anos de prisão por crimes sexuais contra pelo menos cinco mulheres em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. A sentença inclui as acusações de estupro, violação sexual mediante fraude e importunação sexual.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o réu abusava de sua posição de autoridade religiosa e da confiança das vítimas, que frequentavam o local onde ele realizava rituais espirituais. As investigações da 2ª Promotoria de Justiça de Tubarão revelaram que o líder aproveitava a fragilidade emocional das mulheres, que o buscavam em momentos de vulnerabilidade, para cometer os abusos.
Em alguns casos, o acusado simulava estar possuído por entidades espirituais e afirmava que os problemas das vítimas só seriam resolvidos por meio de relações sexuais com ele. Ele utilizava os rituais para tocar as vítimas e, em algumas ocasiões, aplicava violência para impedir que resistissem, segurando-as ou tapando suas bocas. Antes e após os abusos, ele também enviava mensagens com teor sexual. Todos os atos foram realizados sem o consentimento das vítimas.
De acordo com o MPSC, "o acusado manipulava a fé e a espiritualidade das fiéis, criando um ambiente de medo e submissão para explorar a vulnerabilidade e a busca por orientação espiritual das vítimas, o que resultou em intensos abalos psicológicos".
Além das penas de prisão, o MPSC solicitou à Justiça que o condenado pague indenizações às vítimas, com valores entre R$ 10 mil e R$ 20 mil cada. O réu, preso desde maio, também teve negado o direito de recorrer em liberdade.
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