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Previsão do Tempo 02/11/2026 | 10:54
Publicado em 11/06/2025 ás15:00
A madrasta do menino, de 3 anos e 10 meses, que morreu após ser esquecido dentro de um carro em Videira foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e agora responde a uma ação penal por homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Esse tipo de crime não é julgado pelo Tribunal do Júri, e sim por um juiz. A pena prevista varia de um a três anos de detenção.
O caso ocorreu no dia 25 de abril, no bairro Morada do Sol. Segundo a investigação, por volta das 7h, a mulher saiu de carro para levar sua companheira (mãe da criança) ao trabalho e deveria deixar o menino na creche. No entanto, retornou para casa, estacionou o carro na Rua Aleixo Guil e seguiu para o trabalho com uma motocicleta, esquecendo o enteado no banco traseiro do veículo.
Ela só percebeu a presença da criança no carro no fim da tarde, ao retornar do trabalho. O menino já estava desacordado. A mulher acionou os Bombeiros e o SAMU, mas a criança foi encontrada sem sinais vitais.
A ação penal é assinada pelo promotor de Justiça Willian Valer, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Videira. “O caso vem sendo conduzido com bastante cautela. Diante dos elementos reunidos no inquérito policial, formou-se a convicção de que se trata de um homicídio culposo. Ou seja, a denunciada não desejava a morte nem assumiu o risco de provocá-la”, explicou o promotor.
De acordo com a denúncia, a madrasta teria violado o dever de cuidado ao esquecer o enteado no veículo, agindo com negligência. O confinamento prolongado dentro do carro teria causado a morte da criança por asfixia.
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