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Previsão do Tempo 01/11/2026 | 02:41
Publicado em 20/02/2026 ás14:30
Os dois homens acusados de matar um companheiro de cela no Presídio Regional de Lages foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas que ampliam significativamente o tempo de reclusão que já cumpriam. Eles receberam novas condenações por homicídio triplamente qualificado e destruição de cadáver, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina.
O crime ocorreu em 5 de outubro de 2023, dentro da unidade prisional. Segundo a acusação, a vítima foi morta por asfixia na cela. Após o homicídio, os réus arrancaram a cabeça, o coração e parte do pescoço do detento com o uso de lâmina de barbear, configurando também o crime de destruição de cadáver.
Um dos condenados, que já cumpria pena por latrocínio à época dos fatos, recebeu mais 22 anos, seis meses e 11 dias de reclusão. O outro, preso anteriormente por tentativa de homicídio, foi sentenciado a 19 anos, oito meses e 10 dias de prisão.

MPSC/Divulgação
O julgamento durou quase 13 horas. A sessão teve início às 9h desta quinta-feira (19), com o sorteio do Conselho de Sentença, e foi encerrada por volta das 22h. Atuaram na acusação os promotores de Justiça Luciana Uller Marin e Josuel Hochwart, que sustentaram a denúncia em plenário e rebateram os argumentos apresentados pela defesa.
Durante os debates, o Ministério Público defendeu o reconhecimento de três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel. Conforme sustentado pela acusação, o crime teria sido motivado por vingança relacionada a um episódio anterior dentro do presídio. Também foi apontada a superioridade numérica dos acusados e a impossibilidade de reação da vítima.
Os jurados acolheram integralmente a denúncia e reconheceram as qualificadoras. Após a leitura da sentença, ambos retornaram ao sistema prisional para o cumprimento das penas.
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