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Previsão do Tempo 21/10/2026 | 05:34
Publicado em 20/10/2026 ás20:40
Santa Catarina registrou neste mês o primeiro transporte de sangue raro levado dentro da cabine de uma aeronave comercial no estado — o terceiro caso contabilizado em todo o país. A logística especial foi viabilizada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), garantindo agilidade no envio de uma bolsa de concentrado de hemácias com fenótipo Js(b-), tipagem de altíssima raridade, para um paciente em Juiz de Fora (MG).
O procedimento foi possível após a atualização do Termo de Cooperação Técnica de transporte de órgãos, que passou a incluir o envio emergencial de sangue raro na cabine de passageiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Anteriormente, as bolsas eram despachadas no compartimento de carga dos aviões, ficando sujeitas a prazos mais longos e eventuais atrasos.
A mobilização começou quando o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR) identificou que o único doador ativo com essa tipagem no estado residia em Joinville. Acionado pelo Hemosc, o voluntário compareceu ao hemocentro no dia seguinte. Após testes e validações prioritárias da hemorrede catarinense, o material foi liberado e entregue ao receptor no dia 10 de outubro.
A diretora-geral do Hemosc, Patrícia Carsten, destacou a agilidade da equipe no processo. "Com o sangue coletado, a equipe agiu com urgência para prontificar e liberar a bolsa de sangue ao transporte aéreo, o que considero mais um exemplo do compromisso do Hemosc com aqueles que precisam de transfusão, e neste caso, para além de Santa Catarina", afirmou.
A operação gratuita é fruto de um acordo entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as companhias aéreas. O insumo viaja em embalagem térmica especial, sob rigoroso controle de temperatura mantido entre 1°C e 10°C. Um perfil sanguíneo é classificado como raro quando sua frequência ocorre em menos de um caso para cada mil pessoas.
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