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Publicado em 10/07/2015 ás20:00
O Ministério Público se manifestou favorável a prisão preventiva do jardineiro Vagner Fernandes do Nascimento, e ofereceu denúncia criminal contra ele pela morte da jovem Mariane Telles, 17 anos. A informação foi repassada em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (10) pelo promotor de justiça Protásio Campos Neto.
“Fizemos a denúncia por homicídio triplamente qualificado, tal qual já havia sido indiciado pela autoridade policial”, disse o promotor ao apontar que Vagner cometeu o crime mediante surpresa, sem dar chance de defesa, matou por asfixia, e para ocultar o crime anterior, o sexual. “Além dessas três qualificadoras, temos o crime de ocultação de cadáver, e por fim, uma pequena divergência com o delegado, que denunciou como estupro tentado. Eu entendo que o estupro é consumado, pois a lei sofreu alteração. O artigo 213 do Código Penal prevê que estupro não é apenas o ato sexual em si, mas também outros atos libidinosos graves que ele praticou, pois manipulou o órgão sexual da vítima, tanto é que ela foi encontrada com as vestes íntimas arriadas”, explicou Protásio convencido dos motivos do crime. “Ele matou porque estuprou, do contrário não teria motivos”, deduziu.
De acordo com o promotor, a expectativa de pena gira em torno de 30 anos. “Vai depender do que entenderem os jurados, pois tenho certeza que o juiz Márcio Bragaglia é bastante rigoroso e não vai dar nunca uma pena mínima. Só o homicídio deve girar em torno de 20 anos, 7 ou 8 anos pelo estupro, e mais uns dois anos pela ocultação de cadáver”.
Conforme Protásio, se não houver recursos o julgamento do jardineiro pode acontecer ainda neste ano. “Seguindo orientação do juiz, será dada prioridade absoluta a este caso, primeiro porque se trata de réu preso, e segundo porque é um caso de extrema repercussão social, e que resultou na morte de uma menina de 17 anos, uma inocente”, informou.
O representante do Ministério Público não acredita em absolvição do acusado, pois Vagner confessou o crime, indicou onde estavam os pertences da vítima, há vestígio de sangue no porta-malas do seu veículo, no tapete da biblioteca, além do veículo ter sido flagrado saindo do Senai no momento do crime. “As provas estão evidentes. O inquérito foi bem elaborado, com bastante elementos e com fatos da vida da vítima e do acusado, inclusive temos testemunhas que afirmam que ele já vinha assediando Mariane nos corredores do Senai, embora fosse casado, tendo a mulher e a sogra trabalhando no local”, concluiu.
Acompanhe abaixo um trecho da coletiva com o promotor:
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