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Publicado em 03/11/2015 ás17:30
Pais de alunos da Estação Luzerna estão vivenciando o mesmo dilema enfrentado por pais hervalenses que tiveram que retirar seus filhos do CERT (Centro Educacional Roberto Trompowsky) de Joaçaba em 2013. De acordo com eles, a secretaria de educação informou que a partir de agora não serão mais aceitas rematrículas de estudantes de outros municípios na Escola Municipal São Francisco. “Minha filha está chorando há três dias”, disse um pai prevendo as dificuldades de adaptação.
O prefeito Moisés Diersmann informou que se trata de uma orientação do Ministério Público, pois cada município é responsável pelos seus cidadãos, sob pena do prefeito responder por ato de improbidade administrativa. O Conselho de Educação se inteirou da situação e decidiu publicar a resolução.
“Em 2013 houve o despacho do juiz da Comarca de Joaçaba para que os municípios se adequassem. Nós protelamos, justamente para não prejudicar as crianças”, justificou Diersmann informando que a partir daquele momento Luzerna não aceitou novas matrículas, alegando que reduziria o número de alunos de outros municípios. “Agora fomos chamados pela promotoria nos cobrando que o número aumentou, pois algumas famílias vieram morar em Luzerna para conseguir matrícula e depois mudaram seus endereços novamente”, revelou o prefeito. .
De acordo com levantamento, são aproximadamente 70 alunos que frequentam a escola de Luzerna de forma irregular, pois são moradores de Joaçaba, Herval d´Oeste, Ibicaré e Água Doce.
“O promotor nos cobrou, pois somos o último município da Comarca a se adequar”, disse Moisés ao comentar que a decisão não é sua. “Sinto a situação na pele, pois tenho uma sobrinha que reside na Estação Luzerna e não poderá mais estudar na escola de Luzerna. Ela terá problemas em se adaptar e vai perder os vínculos com os colegas”, lamentou.
Segundo o prefeito, são investidos na educação do município de Luzerna R$ 4,8 milhões, sendo R$ 3 milhões oriundos do Estado e da União, ficando R$ 1,8 milhão de custo para o município. Cada aluno custa aproximadamente R$ 2 mil para os cofres públicos. “Ficamos até lisonjeados pela procura, pois investimos na educação, não apenas os 25% da arrecadação conforme prevê a Lei, mas 31%”, concluiu.
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