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JOAÇABA10/11/2012 às 14:43

Escola Celso Ramos chama atenção para o Dia da Consciência Negra

Preconceito diminuiu, mas acontece de forma inconsciente diz professor que fez pesquisa em Joaçaba
Escola Celso Ramos chama atenção para o Dia da Consciência Negra
Foto:Praça Adolfo Konder/Joaçaba

A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos aproveitou o fluxo do Dia D deste sábado, 10, em Joaçaba para apresentar na Praça Adolfo Konder uma exposição artística com produtos e obras africanas. Os professores foram motivados a desenvolverem releituras e tiveram a colaboração da artista plástica gaúcha Laura Suzana de Oliveira que enviou duas obras. O evento coordenado pelos professores Josefina Silva Boscia, Ancelmo Oliveira e Sinclair Biazotti (foto) contou com a participação do Grupo Capoeira Brasil.

A intenção da mobilização foi chamar a atenção da sociedade para o Dia Nacional da Consciência Negra celebrado em 20 de novembro, data escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695 http://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares.

Segundo o professor de sociologia Ancelmo Pereira, a sociedade brasileira vive um momento importante por conta da Lei 10639/03, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em todos os estabelecimentos de ensino da educação básica. “Há com isso uma consciência de uma nova relação interétnica entre os diferentes grupos que fazem parte do contexto educacional, fugindo daqueles chavões que se tinha na escola de estar trabalhando os conhecimentos só do negro escravo”, disse ao lembrar que o tema foi desprezado até pouco tempo e que agora retorna com a competência dos professores a ponto de se consolidar em elemento de cunho pedagógico para melhorar o conhecimento do alunos a cerca das questões no Brasil.

Ancelmo desenvolveu uma pesquisa sobre o racismo na região de Joaçaba (colonização ítalo-germânica) que indicou que o racismo tem diminuído. “Identificamos que está nascendo uma geração que por conta de todo esse processo pedagógico está afastando o preconceito. Minha geração reproduziu o preconceito que não está sendo repassado na íntegra para essa geração que está tendo a capacidade de compor e conviver com as diferenças étnicas de uma forma que talvez o Brasil nunca tenha visto”. Porém a pesquisa aponta que o preconceito acontece de forma velada, está alocado no interior da sociedade. “As vezes as pessoas agem de forma preconceituosa dentro de um campo de inconsciência, e aí que temos que começar a pensar e trabalhar para criarmos uma verdadeira democracia racial, e os passos necessários estamos dando agora., concluiu.

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