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Publicado em 16/12/2015 ás23:00
Servidores públicos de Joaçaba lotaram o plenário da Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (16) porque não aceitam os 5% de reajuste nos salários, proposto pela Administração Municipal. O projeto foi enviado à Casa na terça-feira em regime de urgência, derrubado pelos vereadores que não aceitam votar projetos a toque de caixa.
O relator da comissão de finanças, vereador Chico Lopes, anunciou no início da sessão que reteve, segurou o projeto para abrir um canal de negociação entre o sidicato e o executivo. "O sindicato tem reclamado que não tem sido atendido pelo prefeito Rafael Laske. É uma falha muito grande não conversar, e lamentamos muito. Por isso vamos trabalhar para que possam pagar ao menos o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é o mínimo que se pode oferecer aos funcionários", justificou Chico.
Os demais vereadores reclamaram da forma como chegou o projeto, pois de acordo com a justificativa da matéria, ao conceder o reajuste de 10,96% do INPC, o município estaria ultrapassando o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal. Todos foram unânimes em afirmar que a administração deve diminuir o número de funcinários comissionados para valorizar os servidores efetivos.
Confira os posicioamentos:
Ferraz - "Entendo que cobrir a inflação é o mínimo, até porque outros municípios cobriram", disse ao citar Água Doce. "Por outro lado temos que ter responsabilidade de não inviabilizar a administração, mas diminuir os cargos de confiança para poderia dar um salário mais digno a vocês".
Righi - "Da forma como chegou o projeto, que só vimos quando sentamos aqui ontem, eu considero oportunismo do executivo. O prefeito deve sentar e conversar com a classe antes de enviar a matéria".
Pastori - "Os dados que nos passaram no projeto não são reais. O executivo deve ter mais respeito com a Câmara e com os servidores. 5% representa perda de salário, e mesmo concedendo 10%, estará dentro do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Elói - "Em nenhum momento nos manifestamos sobre o projeto, até porque a justificativa é confusa. Parece que os servidores aceitaram os 5%, que houve acordo entre as parte".
Zílio - "Só vamos aprovar o projeto após a negociação entre o sindicato e a administração".
Diva - "Se pudéssemos daríamos 20%, mas infelizmente o vereador não pode. O sindicato e a Prefeitura devem negociar".
Éber - "Infelizmente Joaçaba diminuiu 12% de toda sua arrecadação. O problema da falta de arrecadação está acontecendo em todos os municípios. A unica solução é uma reforma administrativa, enxugando os cargos comissionados para que os efetivos possam colocar a máquina funcionar".
Vastres - "Não vemos no projeto cortes por parte do executivo. Temos que colocar na cabeça do prefeito para usar os efetivos e reduzir os 60 cargos comissionados. Tem que fazer ajustes, administrar o que entra. Isso é gestão, saber administrar", enfatizou o presidente da Casa.
Sindicato
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (SITESPM), Jorge Luiz Rosa, parabenizou a Casa legislativa que entendeu que a forma como o projeto está sendo apresentado é muito vago, que precisa ser melhor discutido. "Gostaríamos que isso fosse resolvido ainda neste ano para atender o que a categoria está buscando, que é a reposição da inflação", disse ao comentar que os servidores não vão aceitar uma revisão fora da realidade. "Se conseguirmos chegar próximo ao INPC, podemos firmar um acordo", antecipou.
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