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Publicado em 09/05/2016 ás10:45
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou na manhã desta segunda-feira (9) a terceira fase da operação "Patrola." Foram presas temporariamente cinco pessoas, entre elas empresários e mais um agente público, e estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três conduções coercitivas. A nova operação correu em Chapecó, Lages, Tangará e Blumenau.
A operação "Patrola" foi desencadeada em fevereiro de 2016 e apura supostos crimes de organização criminosa, fraude em licitações e crimes contra a administração pública, especialmente atos de corrupção ativa e passiva, além de peculato, com a participação direta de servidores públicos da Prefeitura Municipal de Tangará, em conluio com empresários da região oeste e meio-oeste catarinense.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária, 11 de busca e apreensão e três de condução coercitiva. Na segunda, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, 25 de busca e apreensão e três de condução coercitiva em municípios da Serra, Meio-Oeste, Oeste e Extremo Oeste Catarinense.
Como resultado da operação, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também obteve medida liminar para determinar o afastamento do cargo do Prefeito de Tangará, Euclides Cruz, do Procurador do Município, Vagner Felipe Stihel, e da servidora pública Elisângela Stihel. A liminar também suspendeu seis licitações fraudadas e determinou o bloqueio de R$569 mil de 24 pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas fraudes.
Ações criminais
A Operação Patrola também deu origem a duas ações criminais, uma ajuizada contra Euclides Cruz pela Procuradoria-Geral de Justiça, - órgão do MPSC que tem a competência para processar criminalmente os chefes dos executivos municipais - e outra ajuizada pela Promotoria de Justiça de Tangará contra os demais servidores públicos e empresários envolvidos no esquema.
Por que operação "Patrola"
A Operação recebe o nome de "Patrola" por apontar irregularidades nas atividades que envolvem o uso de maquinários pesados de propriedade do poder público.
O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Fazenda.
Mais informações serão repassadas durante a entrevista coletiva que ocorrerá nesta segunda-feira (9) na sala de reuniões do Ministério Público, no fórum de Chapecó.
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