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Joaçaba

Quilombolas promovem manifesto em frente ao MPF de Joaçaba

Publicado em 31/01/2017 ás16:00

Querem intervenção do Ministério Público Federal

Foto: Querem intervenção do Ministério Público Federal

Cerca de 30 quilombolas da Associação dos Remanescentes do Quilombo Invernada dos Negros de Campos Novos, realizaram um protesto pacífico na tarde desta terça-feira (31), em frente ao Ministério Público Federal (MPF) de Joaçaba.

Com cartazes em mãos pedindo dignidade e democracia, os quilombolas aguardaram reunião do presidente da Associação, Edson Camargo, com representantes do MPF. “Essa não é a primeira reunião, já estivemos aqui em setembro do ano passado e queremos soluções”, disse Izabel Claudir da Silva.

De acordo com ela, após ficar 12 anos à frente da Associação do Quilombo, José Maria Gonçalves de lima foi derrotado na eleição, realizada em janeiro do ano passado, mas não aceita o resultado e continua interferindo. “Constituímos uma nova diretoria que não consegue trabalhar. Queremos viver em paz em nossas terras, onde somos herdeiros legítimos. Só queremos paz para trabalhar”, ressaltou.

Izabel relatou ainda que na semana passada, o atual presidente foi detido pela Policia Federal de Lages após denúncias, que os quilombolas atribuem ao ex-presidente. “Meu pai, um senhor de 80 anos, se preparava para tomar o café quando chegou a Polícia Federal atrás de duas armas, que ele havia declarado na polícia. O presidente não tinha declarado a arma e foi detido, mas ele tinha armas para se defender, pois recebe ameaças todos os dias. Se vocês lerem o documento, vão ter a impressão que os dois são bandoleiros. Somos pessoas trabalhadoras, vejam as mãos dessas pessoas. Esses são os bandidos que temos na Invernada”, disse indignada.

A atual gestão cobra intervenção do MPF, pois segundo eles, a antiga diretoria recebia recursos públicos, além de cobrar uma taxa de R$ 10,00 de cada quilombola.  “Até hoje não nos entregou nenhuma documentação, não prestou nenhuma conta dos 12 anos que ficou a frente da Associação. A nova diretoria não consegue trabalhar. O que está acontecendo? Onde está a justiça?”, questionou.

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