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Herval d' Oeste

Prefeito requisita sala do Consórcio de Saúde, que não é mais público

Publicado em 09/08/2017 ás14:00

Consórcio Intermunicipal de Saúde/Herval d´Oeste

Foto: Consórcio Intermunicipal de Saúde/Herval d´Oeste

Tem gerado polêmica a informação do possível fechamento do Consórcio Intermunicipal de Saúde, com sede em Herval d´Oeste. O assunto veio à tona depois que o prefeito Américo Lorini requisitou a sala, que fica em anexo a Unidade Central de Saúde, já que o Consórcio não é mais público, e sim privado.

“Essa lei foi sancionada por mim em 1997 para repassar a sala ao Consórcio Público de Saúde, que seria administrado via Ammoc (Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense). Na época foi uma luta minha para trazer o Consórcio para cá, mas hoje a Associação não faz mais parte. É um órgão privado, tem proprietário e não existe porque a Prefeitura ceder sala”, explicou o prefeito, ao informar que a sala será utilizada para o posto de saúde do agricultor, que não pode mais ficar junto a Unidade Central de Saúde.

O prefeito não acredita no fechamento do Consórcio. “Isso não nos preocupa, é desculpa. Tanto que tem outros Consórcios na região com preço menor e se prontificando a vir para cá”, concluiu Lorini.

O vereador Sergio do Nascimento (Serginho), que levantou a problemática na Câmara de Vereadores, acusa o colega João Marqueze, que é o gestor do Consórcio, de estar disseminando a informação do fechamento para ameaçar a população e funcionários. “Em hipotese alguma queremos que o Consórcio seja fechado. O que queremos é regularizar a situação para que continue atendendo a população, e com um custo menor”.

De acordo com Serginho, todo o problema poderia ser evitado se o Consórcio, que antes era público/privado, se tornasse público. “Hoje poderíamos receber recursos públicos e as consultas seriam mais baratas, mas mudaram o estatuto para favorecer um grupo de pessoas”, disparou, ao citar o exemplo de Videira, onde o Consórcio é público e a consulta custa em torno de R$ 60,00, enquanto que em Herval uma consulta custa em média R$ 165,00.

“Como vereador não posso fazer vistas grossas e deixar uma empresa privada trabalhando dentro de um espaço público, e com fins lucrativos”, ressaltou Serginho ao deixar um recado: “Pare de fazer terrorismo com a população e com os funcionários e trabalhe de maneira correta”.

Confira no vídeo abaixo o esclarecimento do vereador:

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