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Publicado em 01/09/2017 ás16:30
O Siticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Joaçaba) lançou nesta semana a Cartilha Orientativa para Implantação de Segurança no Canteiro de Obras.
O evento, que aconteceu na noite da última terça-feira (29) no auditório da ACIOC, contou com a presença da juíza e coordenadora regional do Programa Trabalho Seguro Lisiane Vieira, da procuradora do Ministério Público do Trabalho de Joaçaba, Mariana Casagranda, do prefeito em exercício de Joaçaba Jucelino Ferraz e do vice-prefeito de Luzerna Juliano Schneider, além de representantes das construtoras. A cartilha, que foi patrocinada pelas empresas do ramo e será distribuída pelo sindicato, traz uma linguagem de leitura acessível.
De acordo com o presidente do Siticom, Pedro Nogueira, o projeto deu início através de analises e estudos, resultantes dos programas “Café Consciente”, “Programa Reduzindo Riscos” e “Joaçaba sem Mortes”, em parceria com as empresas. O estudo possibilitou constatar a necessidade de conscientização dos trabalhadores e empregadores da área da construção civil e também colaborares da saúde e segurança do trabalho.
“Hoje, um ano e oito meses após construímos esse programa, podemos levantar a cabeça e dizer que não tivemos mais mortes”, destacou Pedro, ao comentar que é um processo de conscientização. “Temos em nível nacional uma epidemia de mortes com acidentes de trabalho, mais do que acidentes de trânsito. É preciso tratar deste tema, e nós resolvemos o problema, mas os outros segmentos tem que se atentar a isso”.
A juíza Lisiane Vieira ressaltou que o Programa Trabalho Seguro, que ela coordena, visa justamente a prevenção dos acidentes de trabalho e a promoção da saúde das pessoas, através de parcerias com empresas e entidades. “Temos que partilhar experiências que deram certo, o que chamamos de compartilhamento de boas práticas para reduzir os índices de acidentes e doenças do trabalho, que hoje no Brasil são alarmantes. A gente sabe que é possível prevenir, reduzir e até mesmo acabar com isso”, discursou.
Para a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Mariana Casagranda, a prevenção que vai trazer os resultados. “Para se ter uma ideia, o Brasil é o quatro país no mundo com mais acidentes de trabalho. O anuário estatístico da Previdência Social estimou que em 2015, 612 mil acidentes de trabalho foram registrados, sendo 2.500 com mortes. Além do prejuízo para as famílias e trabalhadores, que não vão retornar aos seus lares ou voltam inválidos sem oportunidades de se recolocar no mercado, a União gasta em torno de R$ 10 bilhões de reais por ano decorrentes dos acidentes no trabalho, segundo dados da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho”, expôs a procuradora.
A noite encerrou com a professora do IFC (Instituto Técnico Federal) de luzerna, Giordana Caramori, que conduziu a palestra: “Trabalho como projeto de vida, saúde e conquistas: o papel da segurança do trabalho na construção civil”.
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