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Publicado em 10/01/2018 ás13:33
O Sindicato dos trabalhadores nas Indústria de Construção e do Mobiliário enviou aos seus associados e a comunidade em geral uma carta manifestando sua posição sobre a Reforma Trabalhista. Confira a informação na íntegra:
Escrevemos esta carta para esclarecer a todos sobre como o SITICOM JOAÇABA se comportará diante da Reforma Trabalhista que entrou em vigor a partir da segunda metade de Novembro de 2017 e como pretendemos conduzir a negociação com os empresários logo que a nossa CCT atual irá expirar em 30/04/2018.
Antes de tudo, comunicamos que o siticom não irá fechar as portas. O que haverá é uma mudança de foco e de postura. Não vamos aceitar, sem resistência, que essa “Reforma” agrida a nossa classe! Exigiremos, no mínimo, que seus efeitos negativos sejam compensados, pois a lei mal entrou em vigor e não há segurança jurídica, além disso, tem a MP( medida provisória ) que está em debate que poderá ter várias mudanças no decorrer do debate , além de inúmeras decisões da justiça contra artigos da reforma ou mesmo os pedidos de inconstitucionalidade no STF ( supremo Tribunal Federal )
E para aqueles que ainda desconfiam de nossa real intenção, deixamos claro: Não estamos falando somente das contribuições. As contribuições estão previstas na CCt em vigor e tem inúmeras liminares em favor das entidades sindicais , mas não deixaremos que esse tema ofusque os maiores problemas que precisam ser resolvidos. Queremos impedir por exemplo a expansão desenfreada da quantidade de contratos intermitentes, e garantir direitos mínimos aos trabalhadores nesta modalidade. Queremos que os empresários também assumam responsabilidade por garantir os direitos e a Convenção Coletiva – Nossa convecção já garante uma multa, a ser paga, quando a empresa descumprir a Convenção Coletiva. Para nós, esses pontos são irredutíveis, e usaremos de todos os meios que temos em mãos para garanti-los! Para quem não sabe: Contrato de trabalho intermitente: o funcionário trabalha esporadicamente, apenas quando a empresa o convoca, e recebe apenas pelas horas trabalhadas, ou seja, o funcionário não tem qualquer previsibilidade de o quanto irá conseguir receber por mês. Também é conhecido pelos apelidos “Trabalho de Zero Hora” ou “Contrato de Bicos”.
Nosso sindicato não tem o histórico de realizar grandes manifestações ou greves, mas muito se enganam aqueles que pensam que não temos os meios de fazê-las. Fora os nossos próprios recursos, temos também diversos companheiros solidários na nossa Central Sindical e nas demais entidades nas quais somos filiados, que já garantiam apoio para estas lutas. Além disso, nos últimos anos, fomos compreensivos com a situação difícil de várias empresas. Agora, se quiserem continuar com essa relação amistosa, exigiremos destas empresas aceite as principais reivindicações dos trabalhadores.
Nossa principal intenção ao enviar esta carta foi mostrar que a classe não está desamparada ou desarmada. Já recebemos relatos de gestores usando as reformas como argumento para pressionar ou amedrontar seus empregados, por isso queremos que todos entendam, podemos e iremos reagir! Por fim, conclamamos todos os trabalhadores serem ativos e militantes. Para mantermos nossos direitos é necessário uma grande mobilização de trabalhadores para filiações para mostrar que o Siticom não esta sozinho nas suas reivindicações .
Para tanto iniciaremos uma serie de reuniões com os trabalhadores para esclarecer o que está em jogo, e ao mesmo tempo iniciaremos reuniões com os empresários para pactuar acordos que não prejudique os trabalhadores.
Herval D Oeste / SC, 10 de janeiro de 2018.
SINDICATO dos Trabalhadores nas indústrias da construção e do mobiliário de Joaçaba e região
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