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Previsão do Tempo 14/06/2026 | 19:05
Publicado em 01/03/2018 ás10:00
Desde que foi diagnosticado o primeiro caso de leucemia felina em maio de 2016 na Clínica Veterinária Agro Pet, em Herval d´Oeste, mais de 200 novos casos da doença foram registrados até dezembro de 2017. Em janeiro deste ano surgiram mais 15 casos.
Conforme o veterinário Juliano Fratini, caso não seja feito nada para conter o avanço, há possibilidade de 80% dos gatos serem infectados em cerca de um ano e meio. “É preciso agir rapidamente. A doença vem se alastrando e corremos o risco de uma epidemia”, alertou.
Para tentar conter o avanço da leucemia felina na região, o produtor cultural Omar Dimbarre criou o Projeto EcoVida, inspirado no Projeto EcoPet de Florianópolis. Após perder três gatas, Omar está arrecadando garrafas plásticas e latas de alumínio. O valor da venda do material reciclável será revertido para a compra de testes e vacinas para a FELV, além de castrações de gatos de rua e castrações de gatos de pessoas sem condições financeiras de arcar com os custos.
Além de ajudar a salvar vidas, o projeto também é ecologicamente correto, ajudando na preservação do meio ambiente.
São parceiros do projeto, Juliano Fratini, Maira Kharoline Oliveira e Mariane Bilibio, da Clinica Veterinária Agropet de Herval d´Oeste, e a Recoplastico – Associação de Recicladores de Materiais de Joaçaba. “Até o momento 16 empresas e 60 pessoas aderiram ao projeto, mas é preciso muito mais para que consigamos um resultado expressivo rapidamente”, destacou Omar.
Quem quiser colaborar, basta entrar em contato com o idealizador, através do Facebook Omar Dimbarre, e-mail omar.dimbarre@gmail.com, ou através do telefone: (49) 3554-0232.
Saiba mais sobre a doença
A leucemia felina, conhecida pela sigla FELV (Feline Leukemia Vírus), é causada por um retrovírus, parente do H.I.V. (responsável pela AIDS), que enfraquece o sistema imunológico do gato, deixando-o vulnerável a doenças infecciosas que podem ser fatais. É considerada a maior causa de morte entre felinos.
Perda de peso, depressão, anemia, diarreias ou prisão de ventre, tumores, gânglios linfáticos, dificuldade respiratória, baixa resistência e abortos, são sinais que o gato foi acometido pelo vírus.
Febres, anorexia, problemas nas gengivas, alterações de comportamento, complicações estomacais e anormalidade na região dos olhos e em órgãos como rins, baço e fígado (que ficam aumentados) também podem indicar a presença do vírus da FELV. É possível também que um gato esteja infectado mesmo sem apresentar nenhum desses sinais. O vírus pode ficar adormecido por muito tempo, esperando uma baixa no sistema imunológico para agir.
Não há tratamento específico para a FELV, somente tratamento para as doenças que vão se instalando no organismo, em busca de uma qualidade de vida melhor para o gato.
O vírus é transmitido através da saliva, secreções, compartilhamento de potes de comida e de potes de água, contato com fezes e urina infectada e por amamentação. É altamente contagioso. Em um local onde houver um gato infectado, se os demais que convivem junto não forem vacinados, todos contrairão o vírus. Não há perigo de contaminação para o ser humano, ou para outro animal. É uma doença exclusivamente felina.
A única forma de evitar o contagio é fazer o teste para detectar se o animal está infectado ou não. O teste é rápido, e o resultado sai em cinco minutos. Caso ele não esteja contaminado, é necessário tomar a primeira dose da V5 ou quíntupla, vacina contra a leucemia felina, e após 20 dias, repetir a dosagem. É a única forma de prevenir a doença.
Nem todos os gatos que são infectados pelo vírus da leucemia felina contraem a doença. Alguns se estiverem com seus sistemas imunológicos fortalecidos, podem passar a vida inteira com o vírus sem nenhum sinal da doença. Mas, apesar de não desenvolverem a doença, transmitem o vírus silenciosamente a outros gatos que mantiverem contato.
Para fortalecer o sistema imunológico do gato, aconselha-se utilizar ração Golden. Pode-se incluir também fígado de galinha na alimentação.
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