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Publicado em 09/04/2018 ás10:00
Atuando como professor no curso de Medicina da Unoesc, o médico oftalmologista Ricardo Alexandre Stock acredita que um bom profissional precisa estar envolvido com pesquisa científica. Por isso, há tempo se dedica a investigar temas que lhe despertam curiosidade, mas, principalmente incentiva os acadêmicos a fazer o mesmo. E é com essa dedicação que já conseguiu publicar artigos e estudos em diversas revistas de renome nacional e internacional.
A mais recente pesquisa orientada por Ricardo foi publicada na revista científica Clinical Ophthalmology (Oftalmologia Clínica, em tradução livre). O estudo foi desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos acadêmicos Daiane Karen Galvan e Rafael Godoy e contou ainda, com o apoio do professor doutor Elcio Luiz Bonamigo que também atua na Unoesc.
O estudo intitulado “Análise comparativa da espessura retiniana após facoemulsificação (Moderna Cirurgia de Catarata) com uso de Cetorolaco de Trometamina, Nepafenaco e grupo controle" testou a eficácia do uso de dois tipos de colírios utilizados no pré-operatório da cirurgia de catarata. Para tal, utilizou-se os colírios em questão e a amostra grupo controle, que nada mais é que um placebo. Ao final, após as análises, foi concluído que os pacientes que utilizavam a amostra grupo controle tinham os mesmos resultados dos que utilizavam os colírios.
— A pesquisa surgiu porque esses dois tipos de colírio, independente de marca, dominam o mercado há anos, com a promessa de bons resultados. Mas na prática, se percebia que a eficácia era duvidosa. Sob minha supervisão foi realizada a aplicação da pesquisa e posterior a isso, os alunos analisaram e embasaram teoricamente os resultados. A pesquisa cintou ainda, com a colaboração técnica do professor Elcio para a produção do artigo que foi publicado, sendo um dos autores — explicou o professor Ricardo.
Ainda segundo o professor Ricardo, a publicação com peso internacional, coroa a dedicação empregada para a realização do estudo e, principalmente, motiva os acadêmicos a continuarem atualizando seu conhecimento por meio do contato com artigos científicos recentes ou de suas próprias produções.
— A Medicina é baseada em evidências e a pesquisa é a base disso. Até 2016, não se questionava a eficácia dos colírios em questão, por exemplo, os estudos científicos mostravam que os colírios que testamos funcionavam. Agora em 2018, mostramos com nosso estudo que isso mudou. Ou seja, a atualização precisa ser constante e por isso, o médico que estuda por pesquisa científica e evidências está à frente dos demais — ressaltou o professor.
Além do artigo recentemente publicado, pelo menos outras onze pesquisas com a participação do professor estão em periódicos e materiais de renome na área médica à disposição para leitura.
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