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Publicado em 07/06/2018 ás19:00
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina acatou parte do recurso do Ministério Público para a realização de um novo júri popular de um caso de homicídio e de tentativa de homicídio ocorridos em Catanduvas. Pela decisão dos desembargadores, que foi unânime, os réus Deodato Zambon, Edson de Limas, Everton Gervásio e Jonas Oliveira de Souza Borges deverão novamente estar no banco dos réus.
Os quatro foram absolvidos no primeiro júri popular, realizado no dia 25 de agosto de 2016 no fórum de Catanduvas. Inconformados com a absolvição, tanto o Ministério Público quanto a assistente de acusação, Maria Helena Cerino, apelaram da sentença junto ao TJ.
O MP requereu um novo júri por entender que a decisão dos jurados teria sido manifestamente contrária às provas nos autos. Opinião semelhante apresentou a assistente de acusação. “Os jurados, como seres humanos que são, podem errar e nada impede que o Tribunal reveja a decisão, impondo a necessidade de se fazer novo julgamento”, aponta fundamentação teórica no Acordão da Terceira Câmara ao embasar a decisão pelo novo julgamento.
Na denúncia do MP, consta que no dia 28 de dezembro de 2013 os denunciados teriam ido à casa onde estavam as vítimas Jarbas Cristofer Gross, 25 anos, e Vanderlei de Paula, 28 anos, na Linha Águas Claras, interior de Catanduvas. Jarbas foi morto com cinco tiros e Vanderlei sobreviveu aos golpes de facão, mas ficou paraplégico e com dificuldades na fala.
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