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Publicado em 25/06/2013 ás09:32
Empresários do transporte coletivo de Joaçaba e Herval d´Oeste estiveram reunidos no final da tarde desta segunda-feira (24), no auditório da Acioc com vereadores e integrantes do manifesto que culminou com a revogação do aumento na tarifa das passagens de ônibus. No encontro Ivo Hack Júnior (Estrelatur) e Heitor Hoppen (Empresa Joaçabense) expuseram os gastos que segundo eles justificam o reajuste (de R$ 3,25 para R$ 3,50 Joaçaba/Luzerna e de R$ 2,80 para R$ 3,00 Joaçaba/Herval d´Oeste) que foi anulado pelo prefeito Rafael Laske na semana passada. Ambos afirmaram que não tem condições de absorver os custos altíssimos com o transporte, pois estão sem reajuste a cerca de um ano e meio. “Vamos diminuir funcionários e horários de ônibus”, anunciaram como principal medida para contenção de despesas.
“Infelizmente vou ter que desorganizar uma empresa que há 40 anos tem prezado pelo usuário com bom atendimento, ônibus de qualidade e sempre bem limpos” disse Heitor mostrando sua frustração, pois terá que reduzir o número de funcionários do setor de limpeza. “Tínhamos duas equipes e os ônibus trafegavam sempre limpos, agora vou ficar apenas com o pessoal da garagem”, informou.
Tanto Heitor como Júnior esperam que as empresas sejam subsidiadas para arcar com mais esse ônus, pois de acordo com eles, o governo tem prejudicado o setor com as Leis que beneficiam estudantes com 50% de desconto e idosos com 100%. “Não recebemos um tostão, eles apenas fazem essas leis populistas, mas não arcam com essas despesas, por isso é preciso que a população entenda o nosso lado como empresários e geradores de emprego e renda”.
Na reunião os empresários compararam o setor de transporte coletivo com o de táxi. “Diferentemente de nós, eles tem desconto na aquisição de novos veículos e nem sequer isentam algum tipo de passageiro da cobrança como temos que isentar”, alegaram ao explicar que policiais fardados, professores da rede estadual, funcionários dos correios à serviço, cadeirantes e portadores de deficiências com seus acompanhantes não pagam passagem. “Não ganhamos nem o desconto no IPI” ironizaram.
Heitor revelou que paga R$ 2 mil líquido de salário para os motoristas e que o aumento programado para este mês deverá ser adiado. “Sempre quando aumento a passagem, o salário deles aumenta também, mas terei que adiar. Vou conceder 5% no mês que vem e os outros 5% em janeiro quando aumentar o salário mínimo. Queria que eles recebessem 3 salários mínimos, mas tá difícil”. A Estrelatur paga R$ 1.700 líquido para os motoristas e não informou se vai aumentar o salário, apenas justificou que pela convenção estadual o piso é de R$ 1.500,00. “Bom ressaltar que nunca tivemos greve de motoristas em nossas cidades a exemplo do que acontece em todo o país”, acrescentou Júnior.
As empresas apresentaram os gastos mensais que chegam a R$ 150 mil, incluindo folha de pagamento, oficina e impostos. “A população desconhece, mas temos muitas exigências como o uso do diesel S10 (não poluente) que é mais caro, custa em média R$ 2,50/litro, além de adquirir o Arla (produto que reduz poluição) para os micro ônibus” esclareceu Júnior que acredita que o governo federal deveria isentar o setor dos impostos do combustível para que o transporte coletivo fosse realmente público. “Também não gostamos de aumento, mas apenas repassamos nossos gastos. Se o governo isentasse o combustível, poderíamos ter uma passagem mais barata” alertou.
Os representantes dos manifestantes, Hallan Peterson e Loise Becker que tiveram a reunião intermediada pelo empresário Alexandre Danielli, vão levar as informações a conhecimento do movimento que tem programada uma nova manifestação para a próxima quinta-feira (27).
Já os vereadores Elói Hoffelder, Chico Lopes, Ademir Rigui e Almir Pastori, afirmaram que não podem legislar sobre recursos financeiros, mas se colocaram a disposição para fazer indicação e tentar sensibilizar o prefeito em subsidiar as empresas com os recursos que não serão recolhidos devido a revogação do reajuste. “Temos que ver a parte legal, se isso não implica em renúncia de receita, mas entendemos a situação dos empresários e vamos fazer o possível para que ninguém saia prejudicado”, disse o presidente da Câmara de Vereadores Elói Hoffelder se colocando também a disposição do movimento. “Nos repassem suas reivindicações para que possamos encaminhar ao Congresso. Somos parceiros, pois entendemos que as coisas podem melhorar no país”, concluiu ao elogiar o protesto pacífico feito em Joaçaba na semana passada.
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