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Previsão do Tempo 07/09/2026 | 11:34
Publicado em 09/11/2018 ás14:00
Solange Stein Dannebrock, acusada de atear fogo na casa com o marido dentro no interior de Ipira, foi condenada nesta sexta-feira (9) a 08 anos de prisão em regime semiaberto, podendo recorrer da decisão em liberdade.
A sessão do Tribunal do Júri, realizada no Centro Educacional Prefeito Celso Farina de Capinzal, teve início às 9h e se estendeu até pouco depois do meio, quando o juiz Daniel Radünz proferiu a sentença.
Atuou na acusação o promotor Elias Albino de Medeiros Sobrinho, e na defesa o advogado Marco Antônio Vasconcelos Junior. “Foi um debate tranquilo, não houve nenhuma discussão acalorada. O Ministério Público pediu a condenação da acusada por homicídio qualificado e privilegiado, e tendo em vista que a defesa também pediu a condenação pelos mesmos motivos, os debates encerraram cedo e a sentença foi proferida de forma rápida”, avaliou o promotor.
“Fomos surpreendidos com a acusação pedindo o reconhecimento do ‘privilégio’, uma situação que a nosso ver estaria clara”, disse o advogado Marco Antônio Vasconcelos Junior. O homicídio privilegiado implica na redução da pena, pois o crime é motivado sob o domínio de violenta emoção. “O resultado foi excelente para nossa cliente, que tem uma família nova e ficou claro que a justiça foi feita, e que ela não era a pessoa má da história”, concluiu a defesa.
O crime
O crime aconteceu em agosto de 2012. Na ocasião, Solange alegou à polícia que matou Altair Dannebrock por não suportar mais suas ameaças. Ela relatou que misturou comprimidos para dormir no suco do marido. Quando Altair caiu no sono, ela ateou fogo na casa. O marido teria acordado em chamas e tentou correu atrás de Solange, que trancou a casa.
Quando os Bombeiros chegaram, encontraram o corpo do homem de 35 anos carbonizado.
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