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GERAL12/08/2019 às 18:30

Joaçabense vence concurso de redação da Fundação Logosófica

Joaçabense vence concurso de redação da Fundação Logosófica
Foto:Divulgação

A estudante universitária de Nutrição, Gabriela Pereira dos Santos, 21 anos, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Literário para Jovens, promovido pela Fundação Logosófica de Joaçaba.

Foram 85 redações inscritas no concurso, realizado de 8 de abril a 31 de julho. Os vencedores da edição deste ano foram conhecidos em solenidade realizada na tarde do último sábado (10) na sede da Fundação Logosófica de Joaçaba.

Com o título “Metamorfose alquímica”, Gabriela conquistou a comissão julgadora e recebeu um cheque no valor de R$ 4 mil reais. “Estou muito feliz em pode expressar meus sentimentos e ser reconhecida por isso”, disse a vencedora, que buscou inspiração em palestras, pesquisas, e em suas reflexões sobre as pessoas e o universo.

Anna Laura Roesler ficou com o segundo lugar (prêmio R$ 2 mil reais) e Nayana Gabriela Branco com o terceiro lugar (prêmio R$ 2 mil reais).

O Prêmio Literário tem por objetivo promover a divulgação do conhecimento logosófico, por intermédio do contato com as obras bibliográficas de autoria de Carlos Bernardo González Pecotche; estimular a reflexão sobre aspectos importantes para a vida dos jovens, tais como os conceitos de ser humano, de vida e de destino; e incentivar a produção de resenhas sobre literatura e trabalhos culturais.

A Fundação Logosófica resolveu premiar, com um kit incluindo um certificado de classificação, os que ficaram entre o 4º e 12º lugar:

4º Sheron Margreiter

5º Sara Gemi de Carli

6º Bruna Alves Padilha

7º Isabel Aparecida Grando

8º Sheron Nadyesca Rodrigues Sandi

9º Sophia Maieski Wames

10º Tainara Iana Hartcopf

11º Matheus Luis Geuster

12º Clecio Jung

Redação vencedora “Metamorfose alquímica”

Abri os olhos. Estava escuro. Algo dentro de mim implorava para ser notado. Quem sou eu? Uma voz ecoou em minha cabeça. Atendi o chamado. Afinal, quem sou eu? Eu não sabia responder. Uma angústia existencial tomou conta do meu ser. Percebi estar envolta por um casulo, assim como uma borboleta, sendo guiada pelo medo do desconhecido e acompanhada de meus pensamentos mais obscuros. Meu mundo caiu. Me vi mergulhada em uma vida vazia, sonhos deixados para trás, trocados por uma vida estável, mas monótona e isso não atendia mais às minhas perspectivas, eu não conseguia mais aceitar. De quem era a culpa? Do meio? Da sociedade? Das circunstâncias? Nada. Era minha. Doeu. Assumir essa responsabilidade talvez tenha sido a coisa mais difícil que fiz, entender que sou a única responsável pela minha realidade foi doloroso no início, mas depois eu sorri. Sorri pois compreendi que se minha mente havia me colocado na escuridão, mudando meus pensamentos e utilizando-os a meu favor, eu poderia alcançar a iluminação. E agora, como prosseguir? Continuar na mesmice, sendo levada por esse mar de crenças que habitavam minha mente, ou encarar o processo e ir em busca do meu verdadeiro eu? Escolhi o caminho inicialmente mais difícil. Encarei. Me despi, não de corpo, de alma. Observei meus pensamentos, minhas crenças, minhas sombras, permiti que tudo viesse à tona, permiti que toda enfermidade enraizada em meu ser se manifestasse, e iniciei assim a cura de minha psique. De modo como um alquimista buscava a transmutação dos metais em ouro, eu buscava a reconstrução de minha moral e valores, a fim de transmutar minha mente ignorante, em uma mente nobre, enriquecida com conhecimento universal, para expandir suficientemente minha consciência de forma que eu pudesse sair do casulo e aproveitar o jardim que estava se formando conforme minha consciência evoluía. Fui em busca do meu propósito, de entender qual o meu papel nesse vasto Universo e compreendi que eu não estava aqui para encará-lo, ou viver uma realidade já condicionada, mas sim, para criá-lo conforme minhas expectativas, o meu destino era criar meu próprio Universo, o meu jardim. Mergulhei em uma jornada profunda de autoconhecimento, pois compreendendo meu ser e minha essência, eu poderia projetar melhor o mundo a minha volta. Olhando mais afundo encontrei dentro de mim um portal de conexão direta com a Força Criadora, o qual eu poderia acessar constantemente para obter as repostas necessárias para minha evolução. Tudo estava dentro de mim esse tempo todo. Acessando esse portal, conclui que absolutamente tudo estava conectado, que minha consciência era parte desse Universo Mental, o qual abrangia a tudo e a todos, compreendi que tão importante quanto almejar o meu crescimento, era auxiliar o crescimento da consciência do Todo, pois elevando a frequência da Unidade, todos poderíamos mais facilmente atingir a prosperidade e abundância em todos os aspectos da vida. Agora eu conhecia meu poder, e reconhecia a ligação com o divino que habitava dentro de mim, entendia que o meu pensamento era a primeira manifestação da minha realidade, e alinhando meu propósito de vida ao meu plano mental, eu poderia materializar tudo o que quisesse, desde que minha consciência intencionasse a vontade de crescer com a finalidade de expandir o bem maior à totalidade. Fui sentindo que o casulo estava pequeno demais para a mentalidade que estava se formando, eu precisava de mais, eu precisava experienciar e compartilhar todo o conhecimento que eu havia adquirido. Dessa forma, por acreditar estar pronta, e ter a certeza de que eu era merecedora de aproveitar tudo o que o jardim tinha a me oferecer, o casulo se desfez. Sendo assim, abri os olhos. Mais uma vez. E dessa vez, sem o véu da ignorância. E então, eu voei.

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