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Agricultura

Faesc lança marca coletiva de carne certificada em Campos Novos

Publicado em 30/09/2019 ás17:00

Durante o evento foi lançada a Purpurata

Foto: Durante o evento foi lançada a Purpurata

Cerca de 1.500 produtores rurais participaram do 2º Dia de Campo e Seminário Estadual – ATeG – Programa de Assistência Técnica e Gerencial em Pecuária de Corte, realizado na semana passada em Campos Novos pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

O Seminário foi desenvolvido pela manhã no Centro de Eventos Galpão Crioulo (margens da BR-470, Jardim Bela Vista). As atividades do Dia de Campo ocorreram na Fazenda do Cervo, na zona rural de Campos Novos, no período da tarde.

O evento foi coordenado pelo presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo e prestigiado pelo prefeito de Campos Novos, Silvio Alexandre Zancanaro, pelo Secretário da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa, pelo diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Klüppel Carrara e pelo diretor de Administração e Finanças do SEBRAE/SC, Anacleto Angelo Ortigara.

Também participaram o vice-presidente de finanças e coordenador estadual do Programa de Assistência Técnica e Gerencial em Pecuária de Corte,  Antônio Marcos Pagani de Souza; os vice-presidentes da Federação Enori Barbieri João Francisco de Mattos; o superintendente do SENAR/SC Gilmar Antônio Zanluchi, o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Campos Novos, Luiz Sérgio Gris Filho e o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC), Neivo Luiz Panho.

O ponto alto do Seminário foi o lançamento da marca coletiva de carnes do Estado de Santa Catarina. O projeto foi exposto pelos consultores da SIA Davi Teixeira e Carlos Henrique, acompanhados do presidente José Zeferino Pedrozo.

O projeto marca coletiva de carnes SC foi concebido como uma estratégia de diferenciação do produto catarinense, ou seja, busca agregar valor à carne produzida em Santa Catarina. É uma demonstração de pioneirismo no desenvolvimento completo da cadeia produtiva da carne de Santa Catarina. Procura associar a carne bovina catarinense à preservação ambiental, segurança de alimentos e qualidade de produto, incentivar o consumo de carne bovina dentro e fora do Estado e aumentar o engajamento da sociedade catarinense em geral em favor do produto cárneo.

Alguns diferenciais catarinenses contribuem com esses objetivos, como o tecido empresarial, a vocação para os negócios, o alto nível industrial, os polos de inovação tecnológica, a riqueza cultural e a condição de importante centro turístico. A diferenciação de produto também ganha expressão com a preservação ambiental do Estado, a existência de rebanho livre de febre aftosa sem vacinação, carne oriunda de animais jovens, rebanho 100% rastreado, carne produzida à pasto com segurança de alimentos, o bem-estar animal e boas práticas agropecuárias

A marca coletiva já tem nome: “Purpurata – carne catarinense certificada” em homenagem a Laélia purpurata, a flor-símbolo de Santa Catarina e pertencerá à  Federação da Agricultura e Pecuária. Para implementar esse sistema, a Faesc fará a certificação de propriedades, habilitação de frigoríficos, desenvolvimento do sistema de identificação de produto, habilitação de varejistas e estratégias de marketing dentro e fora do território barriga-verde.

“Esse é um projeto do setor pecuário voltado ao produtor rural, e quem ganha é toda a cadeia produtiva e o estado de Santa Catarina”, assinalou Pedrozo.

GESTÃO

O Seminário consistiu de duas palestras. O diretor-executivo do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA) Davi Teixeira palestrou sobre o tema “Gestão da Propriedade Rural”. Davi Teixeira é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutor em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui Pós-doutorado junto ao Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-doutorado em Produção Integrada de Sistemas Agropecuários junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Na sequência, o consultor em Agronegócio Roberto Grecellé explanou sobre “Mercado da Carne, Desafios e Oportunidades”. Grecellé é médico veterinário com Mestrado em Produção Animal (UFRGS).

O Sistema Faesc/Senar-SC agradeceu ao produtor rural Arnaldo Faversani e família por abrir as portas da fazenda para a realização do 2º Dia de Campo Estadual do Programa de Assistência Técnica e Gerencial. O agradecimento foi materializado com a entrega de uma placa.

AMPLIAÇÃO

O diretor geral do SENAR Daniel Carrara destacou o sucesso de Santa Catarina no programa ATeG: “O estado vem se despontando pela qualidade de seu trabalho. Um estado relativamente pequeno, com metas ousadas, mas o principal é a qualidade. Fazer um dia de campo com mais de 1.500 produtores, avançando em produtividade, em recuperação de pastagem e lançando uma marca de carne, ou seja, tecnologia linkada com o mercado, isso é um exemplo que tem que ser seguido por todo o País. Nós estamos realizando várias reuniões com o País todo, de trocas de experiências, e Santa Catarina está sempre à frente”.

Carrara anunciou que tem expectativa de ampliação da assistência técnica no Estado para mais 5 mil produtores nos próximos três anos, mediante investimento da ordem de R$ 22 milhões.

ASSISTÊNCIA

O Sistema Faesc/Senar-SC iniciou em 2016 – em parceria com o SEBRAE – uma inovação na gestão das propriedades rurais: o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Pecuária de Corte que representa um avanço na capacitação dos produtores rurais, preparando-os para a condução das atividades pecuárias com uma visão empresarial e o emprego de avançadas técnicas de gestão e controle. Contribui para elevar o nível de gestão, a produtividade e a melhoria genética dos rebanhos através da inseminação artificial de 65.000 matrizes bovinas com protocolo IATF, inseminação em tempo fixo, durante a vigência do programa.

O programa proporciona aumento da produção, evolução na produtividade e no nível de gestão, além do incremento da renda líquida em propriedades rurais de Santa Catarina. As propriedades são assistidas em gestão, genética, manejo adequado, sanidade, melhoria da alimentação e das instalações dos estabelecimentos rurais, através de visitas técnicas e gerenciais mensais no período de dois anos. Durante as visitas são transmitidas metodologias sobre cálculo de custos de produção, indicadores e análise de dados para planejamento estratégico conforme os pontos fortes e fracos de cada propriedade. O foco do atendimento dos técnicos é a transmissão de conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e técnicas de manejo voltadas às atividades de cada propriedade rural.

Até o momento o programa atende 1.452 propriedades rurais, divididos em 41 Grupos e 39 Sindicatos Rurais abrangendo 136 municípios das regiões do planalto serrano, oeste, norte, meio oeste, extremo oeste, Vale do Itajaí e sul.

As informações técnicas e gerenciais são lançadas em um software, pelo qual  os empresários rurais acessam os indicadores gerenciais da propriedade, auxiliando nas tomadas de decisões para melhorar a sua rentabilidade.

O Programa Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte de Santa Catarina é coordenado pelo Sistema Faesc/Senar-SC em parceria com o Sebrae e conta com o apoio e suporte da SIA (Serviço de Inteligência em Agronegócio).

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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