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Previsão do Tempo 19/07/2026 | 20:02
Publicado em 06/11/2019 ás19:00
A família de uma criança de nove anos abusada sexualmente por um padre durante confissão religiosa preparatória à primeira comunhão, nas dependências de uma igreja no sul do Estado, será indenizada por danos materiais e morais em mais de R$ 100 mil.
A decisão partiu da 3ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que confirmou indenização anteriormente concedida em favor da criança e acrescentou idêntico valor aos seus pais ao aplicar o dano moral reflexo, também conhecido como princípio do dano em ricochete.
"A violação à dignidade sexual de uma criança é, da mesma forma, um evento extremamente traumático, que não se concentra unicamente na figura da vítima, pois que, inevitavelmente, repercutirá sobre a maneira como ela se relaciona com as demais pessoas", destacou o desembargador Saul Stein, relator da matéria.
A obrigação de indenizar a família recaiu, de forma solidária, entre a figura do padre e a diocese com quem possuía vínculo religioso. Ao valor final, de R$ 101,5 mil, ainda serão acrescidos juros e correção monetária. Na esfera penal, o padre já fora condenado pelo crime de estupro de vulnerável à pena de 26 anos e dois meses de prisão.
Além do episódio na sacristia da igreja, os autos dão conta que, dois anos mais tarde, com a desculpa de que lhe daria uma benção, o padre voltou a ficar sozinho com a vítima e retornou a cometer os mesmos atos.
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