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Polícia

Polícia realiza operação para prender suspeitos de violência doméstica

Publicado em 27/11/2019 ás11:45

Polícia Civil/Divulgação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

O balanço da Polícia Civil sobre a Operação "Marias", realizada nesta quarta-feira (27), aponta 48 prisões na ação de combate à violência doméstica em Santa Catarina. Foram cumpridos 41 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão, 620 medidas protetivas foram fiscalizadas e sete pessoas foram presas em flagrante.

Foram mobilizados mais de 350 policiais civis em todas as 30 Delegacias Regionais. O trabalho visa frear os índices de violência doméstica no Estado, em especial o feminicídio, através de ações que extraiam dos agressores qualquer sentimento de impunidade.

A operação tem caráter nacional em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia (CONCPC) e é realizada também em outros Estados do Brasil.

As prisões são preventivas, de sentença definitiva determinadas pela Justiça ou em flagrante. Os motivos das prisões são crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça, lesão corporal, descumprimento de medida protetiva e posse irregular de arma de fogo.

O Delegado Geral Paulo Koerich destacou o trabalho como ação para reduzir os índices de feminicídios e de prevenção à violência contra a mulher, além de reforçar à população a necessidade de denúncia em casos relacionados a estes delitos.

A coordenadora das DPCAMIs (Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), delegada Patrícia Zimmermann, enfatizou que os policiais continuarão nos próximos dias em busca do cumprimento de todos os mandados judiciais relacionados – ao total a operação pretende cumprir 81 mandados de prisão.

Em Joaçaba, “as ações da DPCAMI se concentraram na fiscalização das medidas protetivas de urgência, concedidas pelo Poder Judiciário. As diligências consistem em visitas às vítimas, em vários bairros da cidade”, informou o delegado Deyvid Tranche Lima.

O nome “MARIAS” faz referência à Maria da Penha Maia Fernandes, vítima emblemática de violência doméstica, referencial na luta em defesa dos direitos das mulheres e cujo nome é emprestado à lei “Maria da Penha”, uma ferramenta fundamental no combate à violência doméstica de familiar.

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