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Joaçaba

Promotor quer pena de 12 anos para motorista de aplicativo acusado de estupro

Publicado em 18/02/2020 ás14:00

Promotor de justiça, Protásio Campos Neto

Foto: Promotor de justiça, Protásio Campos Neto

O Ministério Público ofereceu denúncia de estupro agravado contra o motorista de um aplicativo que foi acusado de violentar uma jovem após uma corrida, em Joaçaba. O crime teria ocorrido na madrugada do dia 9 de novembro de 2019, após uma festa no município.

Em entrevista à Rádio Líder, o promotor de justiça, Protásio Campos Neto, informou que a audiência de instrução para o julgamento foi realizada na semana passada, quando foram ouvidas a vítima e as testemunhas da acusação e da defesa. “Faltou o depoimento de um estudante que não foi localizado no período de férias, mas que já foi intimado para a próxima audiência, que deverá ocorrer no mês de março, quando o réu também será ouvido. Essa testemunha poderá esclarecer muitas coisas, pois estava junto com a vítima no carro naquele dia”, disse o promotor. “Após isso, abre-se o prazo para alagações finais, tanto da Promotoria quanto da Defesa, e o processo fica pronto para a decisão do juiz”, explicou.

De acordo com os autos, após não se sentir bem na festa, a vítima avistou o veículo do aplicativo e não se importou em dividir a corrida com outros dois jovens que estavam no carro. O motorista primeiramente deixou os rapazes em seus destinos para depois entregar a moça, quando cometeu o crime.

Em depoimento na Delegacia, ele confirmou que manteve relações com a vítima, mas alegou que foi consensual, pois ela teria oferecido sexo em troca da corrida. 

“Essa corrida custou R$ 10 reais. Qual moça entregaria o corpo por esse valor? Não acredito nessa desculpa e estou trabalhado para descaracteriza-la”, antecipou o promotor de justiça, ao afirmar que tem convicção de que o motorista agiu e forma errada e abusou da jovem. “É um estupro agravado pela condição da vítima que estava embriagada, sem condições físicas e psicologias de oferecer qualquer reação. Esperamos uma pena de no mínimo 12 anos de prisão”, concluiu.

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