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Herval d' Oeste

Secretaria de saúde explica falta de médicos em Herval d´Oeste

Publicado em 04/06/2022 ás11:00

Secretária de Saúde, Eugênia Bucco

Foto: Secretária de Saúde, Eugênia Bucco

A falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde e a demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento - UPA-, foram debatidas nesta semana na sessão da Câmara de Vereadores de Herval d´Oeste.

A convite do vereador Olacir Cavalli, a secretária de Saúde Eugênia Bucco e o médico diretor clínico da Secretaria, Carlos Rogério Lima, utilizaram a tribuna para falar sobre os problemas.

Dr. Carlos Rogério Lima, diretor clínico da Secretaria

Doutor Carlos explicou que a falta de médicos se deve aos baixos salários. De acordo com ele, é necessário promover uma reforma administrativa, pois Herval d’Oeste é o município de Ammoc que paga o menor salário. “Queremos que os médicos cheguem e fiquem para formarmos uma equipe forte e coesa, mas melhores salários os levam para outras cidades. Hoje a nossa situação é a seguinte: se um médico sair da escala, tanto da UPA quanto do Hospital Santa Terezinha, não teremos como fechar a escala. Precisamos de médicos que fiquem, pois a população está aumentando e também cresce a demanda por serviços de saúde”.

A secretária Eugenia Bucco também vê na questão salarial o maior problema. “Nós queremos livre demanda para atender até o último paciente, mas precisamos trabalhar com agendamento. Sabemos que as pessoas não gostam de esperar, mas não temos o que fazer. Há 10 anos temos a mesma equipe, mesmo número de profissionais e a demanda aumentou muito. Um exemplo, a UPA comporta em média 150 atendimentos por dia e já chegamos atender 250 pacientes”, apontou.

A Secretaria de Saúde pretende construir um CAP (Centro de Atenção Psicossocial) em local adequado, montar uma equipe multidisciplinar com mais profissionais para atender a população, e assim dividir os atendimentos que estão resumidos a Central de Saúde. “A ideia é construir próximo à Vila Militar. Também construir outro posto no bairro Santo Antônio, na Vila Rica, melhor local para a Unidade da Estação Luzerna. O bairro São Vicente vai passar a ser atendido pelo Posto do bairro Nossa Senhora Aparecida”, informou a secretária.

No entanto, para que esses projetos sejam realizados, é preciso buscar recursos nas esferas estadual e federal, pois o município já gasta acima do percentual com a saúde. “Nossa saúde está sendo muito bem atendida pelo Poder Executivo. A Lei preconiza que deve ser investido no mínimo 15% da arrecadação com a saúde, mas hoje o município investe 28%”, esclareceu a secretária.

Eugênia também relatou para os vereadores que já foram realizadas neste ano 214 cirurgias em 105 dias uteis. Uma média de duas ao dia.

O vereador Olacir Cavalli comentou que fez o convite para os profissionais para esclarecer a situação, pois a população tem questionado os problemas com a saúde do município. “A partir de agora teremos essas informações para repassar a nossa comunidade. Precisamos lutar no sentido de fazer com que o Governo Federal aumente o repasse para a UPA, pois desde que ela entrou em funcionamento o repasse é o mesmo, de apenas R$ 170 mil. Uma vergonha!”, exclamou.

O presidente do Legislativo hervalense, Everton Parisenti, lembrou que são 8 ESFs em funcionamento no município, sendo que dois não estão atendendo como deveriam pela falta de médicos. “Quando não encontram médicos nas unidades básicas, as pessoas vão até a UPA. Precisamos trabalhar na prevenção, é para isso que existem as Unidades Básicas de Saúde e as Estratégias da Saúde da Família.  Um bom atendimento na saúde básica vai desafogar a Unidade de Pronto Atendimento”, ressaltou.

Fonte: Joce Pereira/Assessoria de Imprensa

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