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Previsão do Tempo 22/09/2026 | 23:19
Publicado em 06/11/2022 ás10:00
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou recurso no qual requer o aumento de pena dos quatro réus condenados na maior apreensão de drogas sintéticas já registrada no Brasil. O caso ocorreu na cidade de Paulo Lopes e foi descoberto pela Polícia Militar em uma ação no dia 22 de setembro de 2021.
O recurso de apelação foi apresentado pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Garopaba. No recurso, a Promotora de Justiça Fernanda de Ávila Moukarzel requer que os réus - Antonio Carlos Ferreira Padilha, Eleandro José de Souza, Gabriel Felipe de Anhaya e Maicon Geisler tenham as penas, que variam entre 9 e 13 anos de prisão, aumentadas.
Os réus foram condenados pela prática dos crimes de associação para o tráfico de drogas, tráfico ilícito de entorpecentes, posse de equipamento para fabricação de entorpecentes e posse de arma ou munição de uso permitido depois de serem descobertos como fabricantes de MDMA e ecstasy, em um laboratório montado em um sítio no limite entre as cidades de Imaruí e Paulo Lopes.
A Promotora de Justiça destaca que as penas entre 9 e 13 anos de prisão, devem ser majoradas em função do volume de drogas. "Diante das particularidades do caso concreto, entende ser necessária a fixação de patamar de, pelo menos, o dobro de aumento da pena-base, em virtude da quantidade de droga apreendida, já que houve, nestes autos, a maior apreensão de droga sintética da história do país", discorre a Promotora no recurso enviado ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Ainda conforme o recurso, a decisão de condenação não considerou a expressiva quantidade de entorpecentes apreendidos para exasperar a pena-base, considerando apenas a natureza das drogas. Agora, os réus serão intimados para oferecer resposta ao recurso em até oito dias. Na sequência o processo será remetido ao Tribunal de Justiça para julgamento.
Drogas eram fabricadas em um sítio

Em 22 de setembro de 2021 uma operação da Polícia Militar localizou o sítio onde era fabricada a droga, uma propriedade no limite dos municípios de Imaruí e Paulo Lopes
No local havia mais de 230 mil comprimidos de ecstasy, 66 mil micropontos de LSD e 48kg de MDMA, além de substâncias para produção de mais droga. A investigação apontou que a produção ocorria desde o mês de julho daquele ano. No local em que os denunciados montaram o laboratório para a fabricação dos entorpecentes, também foram localizadas cinco máquinas utilizadas para produção, três balanças, seis ferramentas utilizadas para fabricação de ecstasy e 32 galões, além de insumos destinados à preparação de substâncias entorpecentes, como 160 quilos de soda cáustica, três garrafas de ácido e 57 frascos de corantes.
Ainda conforme a denúncia, além das substâncias, também foi apreendido o valor de R$1.159,00 em espécie, três aparelhos celulares e o veículo Peugeot 2008. Conforme a denúncia, os réus possuíam e mantinham sob sua guarda ainda, seis munições de calibre .38, sendo quatro intactas e duas deflagradas, sem autorização.
De acordo com os socorristas, o carro era ocupado por um casal de jovens, ambos com aproximadamente 20 anos, que sofreram ferimentos graves com a viol
Após ser atingido, o homem foi algemado e socorrido pelo Corpo de Bombeiros, sendo conduzido ao Hospital Dr. José Athanázio, onde permanece internado
Conforme apurado pelos Bombeiros, uma fritadeira elétrica esquecida ligada provocou o incêndio, que ficou confinado na cozinha do estabelecimento
As equipes de socorro encontraram o veículo tomado pelas chamas e precisaram agir rapidamente para evitar que o fogo se alastrasse para a rede elétric
As mortes foram confirmadas pelo médico da unidade de suporte avançado do SAMU. A condutora do carro foi atendida na cena e encaminhada ao Hospital Re
Após buscas, o corpo foi encontrado a cerca de cinco metros do veículo, sob a carga de carnes. O óbito foi constatado no local pela equipe médica.