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Publicado em 01/07/2023 ás10:30
Foi julgado na sexta-feira (30) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Campos Novos o réu Antônio Abílio de Mello, acusado de ter matado Alcedir Pinto de Lima com 22 golpes de foice. O crime ocorreu na madrugada do dia 16 de março de 2014, quando o corpo da vítima foi encontrado nas proximidades de uma escola no Assentamento São José, interior de Campos Novos.
De acordo com testemunhas, ambos tiveram um desentendimento em um bar momentos antes, quando o réu foi ameaçado pela vítima, que alegou que ele teria “mexido” com sua mulher. Abílio teria deixado o estabelecimento sendo orientado a levar uma foice para se defender. Ele foi localizado mais tarde pelo jovem, que parou a moto e tentou agredi-lo com uma faca. O confronto resultou na morte do rapaz.
Na acusação atuaram o promotor de justiça Alexandre Penzo Betti Neto e o assistente Irineu Armando Osório Junior, que sustentaram os termos da denúncia de homicídio qualificado pelo meio cruel.
A bancada de defesa, composta pelos advogados Éber Marcelo Bundchen, Darlan Cardoso de Lima e Wilmar Eisfeld, buscou a absolvição do acusado, alegando legítima defesa ao pedir a desqualificação do homicídio para culposo e homicídio privilegiado, além de requerer a retirada da qualificadora do meio cruel.

O conselho de sentença acolheu parte da tese e desqualificou o crime para homicídio culposo devido ao excesso de golpes, que excederam os limites da legítima defesa.
Diante da decisão dos jurados, o juiz Lucas Antônio Mafra Fornerolli sentenciou o réu a 01 ano de detenção. Por ser réu primário, Antônio Abílio de Mello teve a pena foi substituída por serviços comunitários.

O resultado do júri agradou a defesa, que não pretende recorrer.
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