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Saúde

Santa Catarina confirma mais cinco casos de Febre do Oropouche

Publicado em 16/05/2024 ás10:00

Flavio Carvalho/Fiocruz

Foto: Flavio Carvalho/Fiocruz

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC), confirmou mais cinco casos de Febre do Oropouche em Santa Catarina: 4 em Brusque e um em Luiz Alves.

Com isso, o Estado já tem dez casos confirmados pela doença (Brusque (4), Botuverá (5), Luiz Alves (1)).

Uma série de ações complementares nos locais serão desenvolvidas pelas Secretarias Municipais de Saúde, em conjunto com o Estado, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro clínico etc), coleta de vetores para levantamento entomológico e encaminhamento de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina, com o objetivo de fortalecer a vigilância da doença.

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede municipal de saúde.

Casos no país

O Brasil tem observado um grande aumento do número de casos de Oropouche. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, já são 4.349 casos em 2024; enquanto em 2023 foram 835.

Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones da doença.

Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Febre do Oropouche (FO)

Conforme o Ministério da Saúde, a febre é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmiti do porartrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. O Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

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