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Geral

Reportagem revela detalhes sobre operação que resultou na prisão de advogados

Publicado em 17/06/2024 ás18:30

Advogado Alexandre Hilário Prazeres

Foto: Advogado Alexandre Hilário Prazeres

Informações divulgadas pelo Blog ‘True Crime’, do jornalista Ullisses Campbell do jornal O Globo desta segunda-feira (17), trazem detalhes da investigação que resultou na prisão de dois advogados da região de Joaçaba, suspeitos de envolvimento com uma facção criminosa. Se condenados, os advogados podem pegar até 30 anos de prisão.

Foram detidos na Operação “Balthus”, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), o advogado Alexandre Hilário Prazeres e sua esposa, a professora Camila Branco Sgaria, além da advogada Gabriela Cerino dos Santos. O trio é acusado pelo Ministério Público de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outra advogada, de Capinzal, está na mira do GAECO pelas mesmas acusações, e teve o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) suspenso.

A operação foi batizada de “Balthus”, um tipo de nó de gravata triangular grande e volumoso, muito usado por advogados. Na organização administrada por integrantes de facções, os defensores que se prestam a trabalhar para a aliança criminosa são apelidados de “gravatas”. Esses defensores recebem dinheiro para fazer a ponte entre os bandidos presos e os que estão em liberdade. O trabalho dos advogados é conhecido como “sintonia” e é facilitado pelo livre acesso que têm ao parlatório das penitenciárias a qualquer hora do dia.

A coluna cita que o advogado em pior situação na operação é Alexandre Prazeres, que, de acordo com a investigação, visitou o líder da facção 38 vezes, número alto demais aos olhos do Ministério Público, pois os condenados costumam receber duas visitas por ano de seus defensores. Uma mensagem recuperada no celular do traficante informa que o aparelho foi levado até ele na penitenciária por um “gravata”.

Em outra visita suspeita à penitenciária, Alexandre e uma advogada de Capinzal, teriam repassado um celular para outro traficante, que entregaria para o chefe. O detento engoliu o aparelho, mas foi descoberto ao passar pelo scanner corporal.

Envolvimento da esposa

As investigações apontam que a professora Camila Branco Sgaria, contratada pela Prefeitura de Joaçaba, movimentou nos anos de 2021 e 2022, R$ 2,8 milhões em sua conta bancária. Com o seu sigilo bancário quebrado, foi possível comprovar que ela fez vários depósitos na conta do pai do traficante.  Também recebeu em sua conta corrente depósito em dinheiro de R$ 20 mil de outro traficante, aumentando ainda mais as suspeitas contra ela.

A investigação também identificou que Camila recebeu 31 depósitos não identificados, totalizando 44 mil reais num período de um ano. “Conforme se apurou, a representada Camila Branco Sgaria atuaria em conluio com seu companheiro, efetuando a lavagem de dinheiro oriundo da organização criminosa, especialmente do tráfico de drogas, mediante depósitos e transferências bancárias”, diz o relatório do Ministério Público.

Política

Alexandre Prazeres havia entrado de cabeça na vida política de Joaçaba. Além de presidir o PSD municipal, estava em plena campanha como pré-candidato à Prefeitura do município.

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