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Região

Homem que matou a ex-companheira é condenado a 45 anos de prisão

Publicado em 08/07/2024 ás16:30

Imagem ilustrativa

Foto: Imagem ilustrativa

Fabrício Henrique de Oliveira da Silva foi condenado a 45 anos de reclusão por ter assassinado a ex-companheira no município de Campos Novos. A sessão do Tribunal do Júri ocorreu na última sexta-feira (5) no Fórum da Comarca, quando a pena foi fixada por homicídio triplamente qualificado.

Angela Vidarenko, 30 anos, foi morta a tiros na noite de 29 de novembro de 2022, por não querer mais alimentar um relacionamento amoroso. Os disparos enterraram sonhos, deixaram duas crianças órfãs e chocaram o município.

O Promotor de Justiça Alexandre Penzo Betti Neto conduziu a acusação, apresentando aos jurados as provas coletadas durante o processo investigatório e rechaçando a tentativa da defesa de inocentar o réu.

"O crime é extremamente grave e infelizmente não foi possível atender ao pedido dos filhos da vítima, que clamam por, pelo menos, mais cinco minutos com a mãe. Porém, não foram medidos esforços para que fosse dada uma resposta aos familiares e à sociedade camponovense. Os jurados acolheram integralmente os pedidos do Ministério Público e mais uma vez a comarca promoveu a justiça", disse.

Segundo a denúncia do MPSC, o réu se dirigiu até a casa da ex-companheira no bairro Nossa Senhora Aparecida, a agrediu e disse para os dois filhos dela se despedirem, pois nunca mais a veriam. Na sequência, ele a matou com cinco tiros por não se conformar com o fim da relação.

As qualificadoras imputadas foram o feminicídio, pois o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar contra mulher; o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, afinal ela não pôde esboçar qualquer reação aos disparos; e o motivo torpe, pois a ação foi motivada pelo sentimento de posse.

Na época dos fatos, o réu estava foragido do sistema penitenciário. Ele permaneceu em prisão preventiva durante toda a instrução processual, foi reconduzido ao Presídio Regional de Chapecó logo após a leitura da sentença e não poderá recorrer em liberdade.

As duas crianças tinham 4 e 9 anos de idade e presenciaram o início das agressões contra a mãe. Elas foram levadas a um sítio logo após o crime e hoje moram com a avó materna na Argentina.

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