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Pulseiras 'bate enrola' são apreendidas após criança se ferir

Publicado em 26/09/2024 ás20:30

Osvaldo Sagaz/Secom

Foto: Osvaldo Sagaz/Secom

Um acordo de cooperação técnica entre o Procon-SC e a Polícia Civil possibilitou uma operação na manhã desta quinta-feira (26) para apreender pulseiras "bate enrola" em todo o estado. A ação conta com o apoio dos Procons municipais e do Imetro-SC, e tem como objetivo evitar que o produto, feito de metal cortante revestido com plástico, cause danos às crianças no próximo Dia das Crianças.

A operação foi motivada pela denúncia da influenciadora Karla Silva, de Florianópolis, após seu filho sofrer um corte na boca causado por uma dessas pulseiras. Além do risco de ferimentos, o item não possui as informações obrigatórias na embalagem, como CNPJ, nome do fabricante e orientações de uso.

"A pulseira é muito nociva às crianças devido ao material utilizado, sendo fácil ocorrer acidentes. Já temos um caso concreto que deu origem a essa operação. Os comerciantes não podem comercializar esse produto sem as devidas informações na embalagem", destacou a delegada Michele Alves, diretora do Procon-SC.

Produtos ficarão retidos por 30 dias

As pulseiras apreendidas em Santa Catarina serão retidas por 30 dias, e os fornecedores terão esse prazo para adequar as embalagens às normas informativas. Após a readequação, o comerciante poderá voltar a vendê-las. No entanto, caso reincidam na comercialização sem as especificações exigidas, o Procon-SC poderá aplicar autos de infração.

O Procon-SC atende diretamente 180 municípios que não possuem órgãos locais de defesa do consumidor, enquanto a Polícia Civil foi responsável pelas apreensões nessas regiões. Já em 115 cidades catarinenses que contam com Procons municipais, a operação foi realizada em conjunto.

Histórico

Em 2011, um incidente grave com uma dessas pulseiras foi amplamente noticiado no Paraná, quando um menino de três anos perdeu a visão do olho esquerdo após ser ferido pelo produto. As pulseiras "bate enrola" fizeram grande sucesso entre o público infantil nas décadas de 1980 e 1990, e embora menos populares, continuam sendo vendidas até hoje.

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