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Polícia

GAECO desarticula grupo criminoso que aplicava golpe do leilão de veículos em SC

Publicado em 10/02/2025 ás10:00

MPSC

Foto: MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos (CyberGAECO), deflagrou na manhã desta segunda-feira (10) a Operação "Last Bid", com apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). A ação tem como objetivo desarticular uma quadrilha paulista especializada no golpe do falso leilão de veículos, após a identificação de vítimas em Santa Catarina.

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Caçador/SC, a pedido da 4ª Promotoria de Justiça local. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos até o limite de R$ 299.240,00, valor correspondente ao prejuízo das vítimas.

A investigação teve início em 2023, após um registro no Ministério Público de Caçador/SC, que resultou na instauração de um Procedimento Investigatório Criminal conduzido com apoio técnico do CyberGAECO. A vítima que denunciou o caso relatou ter sido alvo de um golpe de estelionato em uma plataforma virtual falsa de leilão de veículos, onde os preços anunciados estavam abaixo do mercado.

O CyberGAECO identificou que os criminosos criavam sites falsos, visualmente idênticos às plataformas oficiais, utilizando ferramentas digitais como anúncios patrocinados e informações privativas de órgãos públicos para atrair vítimas e dar credibilidade ao esquema. Após a realização do "arremate", a vítima recebia documentos aparentemente legítimos e, ao tentar contato para retirada do veículo, descobria que o carro pertencia a terceiros alheios ao suposto leilão.

Além disso, caso a vítima demonstrasse hesitação em efetuar o pagamento, os golpistas passavam a coagi-la com ameaças, afirmando que ela poderia ser presa ou processada criminalmente por não honrar a compra de um veículo em um "leilão oficial do Estado".

Até o momento, seis vítimas foram identificadas em Santa Catarina, totalizando um prejuízo aproximado de R$ 300 mil. No entanto, há indícios de que o golpe tenha lesado diversas outras pessoas em todo o país.

O nome "Last Bid" foi escolhido como referência ao próprio golpe, já que, com o "último lance" da vítima, a fraude era concretizada.

Como funciona o golpe do falso leilão virtual:

  1. Criação de sites falsos – Os criminosos montam páginas idênticas às plataformas oficiais, com logotipos de instituições públicas e domínios semelhantes aos verdadeiros.
  2. Construção da credibilidade – Para parecerem legítimos, utilizam nomes de leiloeiros oficiais, indicam sedes em pátios de veículos e promovem anúncios chamativos com preços abaixo do mercado.
  3. Cadastro da vítima – Ao se interessar pelo veículo, a vítima cria um cadastro e envia documentos de identidade para habilitar a participação no leilão.
  4. Contato pós-arremate – Após dar o lance vencedor, a vítima recebe mensagens por aplicativos confirmando a compra e orientações de pagamento.
  5. Envio de documentos falsos – Os golpistas fornecem termos de arrematação e recibos de compra e venda falsificados, solicitando pagamento via PIX.
  6. Coação e ameaças – Caso a vítima não pague imediatamente, os criminosos a intimidam, alegando que ela pode ser responsabilizada criminalmente ou até presa.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo para cumprimento dos mandados e base operacional nas cidades onde os investigados foram localizados. A Polícia segue apurando a possível existência de mais vítimas em outras regiões do Brasil.

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