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Previsão do Tempo 22/07/2026 | 22:56
Publicado em 28/02/2025 ás15:17
A crise no atendimento da Celesc após a substituição do sistema de gestão, em maio de 2024, tem levado ao adoecimento e afastamento de funcionários. Uma atendente, que trabalha há 10 anos na empresa, está entre os servidores diagnosticados com síndrome do pânico devido à sobrecarga e agressões verbais de clientes insatisfeitos. O novo sistema tem dificultado a emissão de faturas, impactando cerca de 140 mil consumidores em Santa Catarina e gerando um ambiente de trabalho hostil.
Desde abril de 2024, sindicatos alertaram a empresa sobre os riscos do sistema, mas sem respostas, levaram a denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT-SC). Em agosto, o procurador Sandro Sardá expediu uma Recomendação para proteger a saúde dos atendentes, exigindo medidas como reforço no quadro de funcionários e adequação das pausas.
Na terceira audiência entre MPT-SC e Celesc, em 11 de fevereiro, o descumprimento da Recomendação levou à inclusão do presidente da empresa como investigado no inquérito civil. A nova Recomendação, expedida em 24 de fevereiro, concede 10 dias para a empresa tomar providências, sob risco de Ação Civil Pública.
A Celesc, que atende 3,3 milhões de unidades consumidoras e registrou faturamento recorde de R$ 16 bilhões em 2023, agora enfrenta uma grave crise trabalhista e institucional.
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