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Previsão do Tempo 04/06/2026 | 18:10
Publicado em 08/03/2025 ás15:00
Um homem de 24 anos foi condenado a 27 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor em Herval d´Oeste. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (7), no Fórum da Comarca.
O crime chocou a região Oeste de Santa Catarina em agosto de 2023, quando Anderson Bruno Lisboa, de 41 anos, foi decapitado e teve o corpo jogado no Rio do Peixe.
O caso começou no dia 10 de agosto de 2023, quando o irmão da vítima registrou seu desaparecimento. Durante as investigações, testemunhas relataram que Anderson enfrentava problemas com pessoas que haviam se instalado em sua casa.
No dia 24 de agosto de 2023, um corpo sem cabeça foi encontrado boiando no Rio do Peixe, na estrada municipal da Barra do Leão, em Campos Novos, próximo à divisa com Lacerdópolis. O cadáver, que vestia uma camiseta e uma bermuda, foi posteriormente identificado como sendo de Anderson.

As investigações da Polícia Civil de Herval d'Oeste apontaram que o homicídio estava ligado a uma disputa territorial pelo controle do tráfico de drogas. Segundo o inquérito, o autor do crime e seu irmão menor de idade (na época com 17 anos) haviam se instalado na casa da vítima com a intenção de transformá-la em um ponto de venda de drogas.
Perícias realizadas na residência da vítima encontraram vestígios de sangue em todos os cômodos, evidenciando a brutalidade do crime. Além disso, inscrições nas paredes faziam referência a um grupo criminoso.
Testemunhas afirmaram que Anderson demonstrava insatisfação com a presença dos ocupantes e queria expulsá-los, o que teria motivado o crime. Após o assassinato, o autor e seu irmão teriam exibido a cabeça da vítima como um troféu.
O Tribunal do Júri de Herval d'Oeste condenou o réu pelos crimes de:
Em operações posteriores ligadas ao mesmo grupo criminoso, a Polícia Civil prendeu o irmão do réu e sua companheira em Água Doce, em um local conhecido como "Boate João da Mata". Eles foram flagrados com uma grande quantidade de drogas, resultando em outra condenação por tráfico.
O Ministério Público de Santa Catarina teve atuação decisiva em todas as fases do processo, desde a investigação até a condenação no Tribunal do Júri.
A Polícia Civil, por sua vez, realizou uma investigação detalhada, analisando provas, depoimentos de testemunhas e perícias técnicas. “O trabalho conjunto entre as forças de segurança foi fundamental para esclarecer o crime e prender os responsáveis”, destacou o delegado Leandro Sales, reforçando o compromisso das autoridades no combate ao crime organizado e à violência ligada ao tráfico de drogas no Oeste catarinense.
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