Caco Da Rosa - Bebê prematuro desafia estatísticas e sobrevive após nascer com 23 semanas
Menu

Jornalismo (49) 99111-4055

Anuncie no Portal (49) 99117-4389

Previsão do Tempo 08/09/2026 | 22:37

Saúde

Bebê prematuro desafia estatísticas e sobrevive após nascer com 23 semanas

Publicado em 08/04/2025 ás09:40

Leo Munhoz/SECOM

Foto: Leo Munhoz/SECOM

A chegada de um filho costuma ser marcada por expectativas e alegrias, mas para algumas mães, esse momento também vem acompanhado de grandes desafios. Foi o que viveu Dheryolynny Silva Campos, que passou 150 dias ao lado do filho Noah, lutando pela sua vida. Prematuro extremo, o bebê nasceu com apenas 23 semanas e 5 dias de gestação, pesando 635 gramas, em outubro de 2024, na Maternidade Carmela Dutra, unidade do Governo do Estado, em Florianópolis.

Frágil e guerreiro, Noah desafiou as estatísticas e se tornou o primeiro bebê com essa idade gestacional a receber alta hospitalar na unidade, que é referência em Santa Catarina em gestação de alto risco e atende cerca de 300 recém-nascidos por ano na UTI Neonatal.

“A partir do momento em que entrei na UTI, fui muito acolhida. Foi um momento de extrema vulnerabilidade. Os profissionais foram essenciais. O que eles fazem pela saúde dos bebês é incrível. E o fato de também acolherem as mães, oferecendo apoio, inclusive psicológico, é grandioso. A gente não perde o medo, mas aprende a enfrentá-lo com mais serenidade”, relatou Dheryolynny.

Cada gesto de cuidado foi decisivo na jornada. “Não posso deixar de agradecer. Eles fizeram o trabalho deles, mas para mim, salvaram meu filho. Era só isso que eu pedia. Para eles é profissão, para nós, é salvar vidas. O Noah mostrou que queria estar aqui e lutou desde que nasceu para isso”, completou a mãe, emocionada.

Bebês nascidos entre 22 e 23 semanas de gestação enfrentam enormes dificuldades devido aos limites de viabilidade. No Brasil, a taxa de sobrevivência de bebês com menos de 25 semanas gira em torno de 50%, diminuindo conforme a idade gestacional.

“É uma situação rara. No caso do Noah, a evolução foi dia após dia. Para toda a equipe multidisciplinar envolvida, foi um desafio constante e um grande aprendizado. E agora, com esse desfecho tão positivo, sentimos orgulho por entregar à família um bebê saudável”, explicou Gean Carlo da Rocha, chefe do Serviço de Neonatologia.

Todos por uma vida

O tratamento de Noah contou com o trabalho incansável de uma equipe multidisciplinar e até a consultoria de especialistas do exterior. “Cuidar de um prematuro tão extremo exige atenção máxima, menos manipulação e foco total. Toda a equipe teve que aprender junto. Era um paciente diferenciado. Fizemos o possível para garantir um bom desfecho — e conseguimos. Ele saiu com o mínimo de sequelas e foi entregue à mãe com saúde”, afirmou Susian Cássia Liz Luz, enfermeira-chefe da UTI Neonatal.

A Maternidade Carmela Dutra, parte da rede própria da Secretaria de Estado da Saúde, dispõe de uma equipe altamente qualificada. Entre médicos, enfermeiros, técnicos e especialistas de diversas áreas — como fisioterapia, fonoaudiologia, radiologia, psicologia, nutrição e serviço social —, o atendimento é pautado na humanização e nas melhores práticas assistenciais.

A história de Noah é mais do que uma vitória contra a prematuridade. É um testemunho de amor, dedicação e da força da ciência unida ao cuidado humano. Antes visto com poucas chances de sobreviver, o pequeno hoje se torna símbolo de superação e esperança.

Fonte: Ascom/SES

Participe de nosso
Grupo no WhatsApp

Mais Acessadas

X