Menu
Jornalismo (49) 99111-4055
Anuncie no Portal (49) 99117-4389
Previsão do Tempo 09/09/2026 | 23:24
Publicado em 12/04/2025 ás10:30
Com a exibição de um vídeo que reuniu depoimentos de mulheres, homens e crianças sobre o que esperam do Ministério Público, a nova Procuradora-Geral de Justiça de Santa Catarina, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, deu início ao seu discurso de posse nesta sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Ela é a primeira mulher a ocupar o mais alto cargo da Instituição em seus 36 anos de história.
“Quando subo a esse púlpito, não estou sozinha. Estão comigo todas as mulheres e homens do Ministério Público que dedicaram suas vidas à missão de fazer a Constituição valer. Estamos juntos com a sociedade catarinense, da qual somos o braço forte, e com todos os agentes públicos que compartilham esse propósito. Somos muitos e muitas — e, sobretudo, somos fortes”, afirmou Vanessa.

Durante o discurso, a nova PGJ destacou as virtudes do Estado catarinense, como o dinamismo econômico, a alta taxa de alfabetização (95%), os baixos índices de mortalidade infantil e pobreza extrema, além dos bons indicadores de segurança pública. Ainda assim, ela reforçou que há muitos desafios a enfrentar.
Um dos temas centrais será o combate às organizações criminosas. Vanessa defendeu uma atuação articulada entre os órgãos públicos: “O enfrentamento não pode ser insulado. Precisamos crescer em articulações com o Judiciário e o Executivo, especializar funções, compartilhar informações e atuar de forma colaborativa para fortalecer o sistema de Justiça”.

Outro tema prioritário será o enfrentamento ao feminicídio. Somente em 2024, 51 mulheres foram assassinadas em Santa Catarina, e mais de 96 mil ocorrências de violência doméstica foram registradas. “Uma catarinense teve sua dignidade violada a cada cinco minutos no último ano”, alertou. Como resposta, Vanessa anunciou a criação do Mapa do Feminicídio, uma radiografia precisa e humanizada das vítimas, circunstâncias, contextos e consequências desses crimes. “Dar corpo e rosto a esses números permitirá ações de prevenção e políticas públicas mais eficazes.”
A nova PGJ também reafirmou o compromisso do MPSC com o combate à corrupção, missão constitucional da Instituição. “As recentes mudanças na Lei de Improbidade Administrativa desafiaram o Ministério Público a se adaptar. É hora de investir em novas tecnologias para tornar essa atividade ainda mais eficiente.”

Vanessa ainda destacou como metas o fortalecimento da democracia interna, com mais espaços de escuta e troca entre membros e servidores, e o estreitamento do diálogo com os tribunais superiores. “Minha experiência em Brasília mostrou que STF e STJ muitas vezes desconhecem o que promotores e procuradores realizam no cotidiano.”
Emocionada, ela também fez uma homenagem à mãe, Lenita, ex-diretora da taquigrafia da Alesc. “No dia em que soubemos da nomeação, minha mãe me abraçou e disse que eu estava levando adiante os sonhos que ela mesma um dia teve.”
Ao se despedir do cargo, o procurador Fábio de Souza Trajano fez um agradecimento aos colegas e ao governador Jorginho Mello, destacando os avanços do MPSC no biênio 2023-2025. Ele desejou sucesso à nova PGJ. “Saio realizado por ter contribuído em várias frentes e sigo à disposição para continuar defendendo os interesses da sociedade catarinense.”

O governador também discursou na solenidade e reforçou a importância histórica da nomeação. “É um novo momento para Santa Catarina. A sensibilidade feminina trará um olhar diferente e mais abrangente. Não tenho dúvida de que a senhora fará um trabalho que honrará e engrandecerá o Ministério Público.”

Vanessa Cavallazzi foi escolhida a partir de lista tríplice formada após votação interna e homologada pelo Colégio de Procuradores de Justiça. A posse oficial ocorreu na tarde de quinta-feira (10), em cerimônia interna no MPSC.
O crime ocorreu por volta das 19h nas proximidades da entrada para o Loteamento Brisas do Vale, na subida para o Campus 2 da Unoesc, após um desentend
Acidente oi registrado no início da noite de 22 de agosto na Rua Sete de Setembro, quando a vítima perdeu o controle da direção da moto ao passar por
A análise preliminar apontou a ocorrência de legítima defesa, excludente de ilicitude prevista nos artigos 23 e 25 do Código Penal. A decisão consider
Jean Felipe Parisotto, de 33 anos, morador de Joaçaba, morreu afogado após a embarcação em que estava virar durante pescaria nas águas do rio Uruguai
Diante do risco iminentemente representado pela liberdade do suspeito, a 3ª Promotoria de Justiça obteve junto ao Poder Judiciário a regressão cautela
Os policiais militares apuraram que a vítima, de 18 anos, foi deixada na unidade por ocupantes de um Renault/Clio escuro, que fugiram em seguida