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Previsão do Tempo 10/09/2026 | 11:47
Publicado em 05/05/2025 ás15:00
A DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Videira concluiu o inquérito sobre a morte do menino de 3 anos e 10 meses, esquecido pela madrasta dentro do carro da família, no bairro Morada do Sol.
O caso ocorreu em 25 de abril, quando a mulher levou sua companheira (mãe da criança) ao trabalho por volta das 7h e esqueceu de deixar o enteado na creche, como fazia diariamente. Ao retornar para casa, ela estacionou o veículo em frente à residência e saiu de moto para o trabalho. Só voltou após as 17h, quando encontrou o menino desacordado no banco traseiro. Bombeiros e SAMU foram acionados, mas a criança já estava sem sinais vitais.
À polícia, a madrasta afirmou que sofre de transtorno de ansiedade e transtorno de déficit de atenção, e que o esquecimento teria sido causado pelo uso de medicação controlada. O diagnóstico foi confirmado pela psiquiatra responsável por seu tratamento. Ainda assim, ela foi indiciada por homicídio culposo — quando não há intenção de matar.
De acordo com o delegado Édipo Flamia Hellt, a conclusão do inquérito se baseou nos depoimentos da investigada, da mãe da criança e de testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. O laudo do veículo indicou que a criança ainda se movimentava até às 9h05, horário que pode ter sido o momento da morte. A causa foi confirmada como asfixia.
“O comportamento da investigada foi negligente. Embora não tenha havido intenção, houve omissão no dever de cuidado. Ela realizava esse trajeto com frequência e havia meios de prever que a criança estava no carro”, destacou o delegado.
O inquérito será agora encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se apresenta denúncia contra a madrasta.
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