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Joaçaba

Acadêmica revela como transporte aeromédico operado a partir de Joaçaba tem feito a diferença

Publicado em 15/05/2025 ás10:45

Divulgação

Foto: Divulgação

Desde abril de 2024, a aeronave Arcanjo 04, com base em Joaçaba, tem revolucionado o transporte de saúde no Meio-Oeste catarinense. Fruto da parceria entre o SAMU, o Corpo de Bombeiros Militar e o Governo do Estado, o serviço realiza transportes aeromédicos com agilidade e precisão, encurtando distâncias e salvando vidas por meio do transporte inter-hospitalar.

A equipe a bordo é composta por médicos, enfermeiros, bombeiros e pilotos civis especializados no atendimento a pacientes graves, inclusive recém-nascidos. Em apenas um ano de operação, foram realizadas mais de 170 missões e somadas mais de 500 horas de voo, com destaque para os atendimentos neonatais — a principal demanda da base.

De acordo com a capitã Fernanda Reck, comandante da 4ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas e copiloto da aeronave, a atuação exige preparo técnico e responsabilidade: “Antes de cada missão, avaliamos tudo: as condições climáticas, a situação clínica do paciente, o estado da aeronave e até nosso próprio preparo físico. A segurança é sempre a prioridade”, destaca.

A Arcanjo 04 é uma aeronave adaptada como ambulância aérea de UTI, equipada com recursos para garantir a estabilidade do paciente durante todo o trajeto. O transporte é feito conforme as diretrizes do SUS, com regulação e indicação médica. A estrutura interna foi projetada para prevenir infecções, facilitar a higienização e proporcionar conforto e segurança.

Além dos transportes inter-hospitalares, o serviço aeromédico também atua em missões humanitárias. Entre elas, o apoio nas enchentes do Rio Grande do Sul, o transporte de vacinas e equipamentos médicos durante a pandemia e o deslocamento de órgãos para transplantes.

A localização estratégica da base em Joaçaba, no centro de Santa Catarina, permite uma resposta mais rápida a emergências. Trajetos que por terra levariam até seis horas são realizados em menos de uma hora, proporcionando agilidade, tranquilidade e esperança a pacientes e profissionais da saúde. A centralização do serviço no Meio-Oeste aproxima a aeronave de regiões com menor cobertura hospitalar, ampliando o acesso a tratamentos de alta complexidade.

Gratuito e totalmente viabilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o transporte aeromédico é um exemplo de como a cooperação entre instituições públicas pode transformar o acesso à saúde, especialmente em áreas do interior.

Esta reportagem foi elaborada por Aléxia Zampirão Borges Lindner, estudante da última fase do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Maurício de Nassau (UNINASSAU), em parceria com jornais e veículos de imprensa da região.

“Como futura profissional da aviação, vejo nesta divulgação uma forma de mostrar à comunidade o quanto a aviação pode ser essencial no cuidado à saúde, indo além dos voos comerciais para atuar em resgates, atendimentos médicos e situações emergenciais”, afirma Aléxia.

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