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Polícia

Duas pessoas são indiciadas após cão ser atropelado de propósito e filhote agredido

Publicado em 23/05/2025 ás17:24

Imagem ilustrativa

Foto: Imagem ilustrativa

A Polícia Civil de Catanduvas finalizou nesta semana dois inquéritos que apuravam crimes graves de maus-tratos contra animais. Os casos resultaram no indiciamento dos responsáveis e os procedimentos foram encaminhados ao Poder Judiciário.

O primeiro caso causou comoção na comunidade. Um cachorro foi atropelado de forma proposital em via pública. Conforme o inquérito, o motorista atingiu o animal e, em seguida, deu marcha à ré, passando novamente sobre o corpo do cão, que morreu no local. Testemunhas confirmaram a ação deliberada, e os laudos periciais comprovaram a crueldade do ato.

O segundo episódio foi denunciado à ONG de proteção animal “Fiel Companheiro”. Durante diligências, com apoio da Polícia Militar, foi constatado que um filhote vivia acorrentado e apresentava sinais evidentes de sofrimento. O tutor admitiu ter agredido o animal com um cinto e o submetido a castigos físicos e psicológicos. Um laudo veterinário confirmou os maus-tratos.

Ambos os casos foram enquadrados no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), em sua forma agravada — quando a vítima é cão ou gato —, que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais.

O delegado André Luis Cembranelli Barbeta, responsável pelas investigações, destacou a importância da repressão a esses crimes. “Casos como esses demonstram que maus-tratos não serão tolerados. Cadeia para quem maltrata animais é uma realidade prevista em lei. Nosso trabalho é garantir que esses crimes sejam apurados e punidos com o rigor necessário”, afirmou.

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