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Banco Central eleva taxa de juros pela sétima vez seguida

Publicado em 18/06/2025 ás18:38

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Foto: Imagem ilustrativa

Apesar da recente desaceleração da inflação, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,75% para 15% ao ano. A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada nesta quarta-feira (18), surpreendeu parte do mercado financeiro, que majoritariamente esperava a manutenção da taxa.

Segundo o comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou que pretende manter a Selic no atual patamar por um período prolongado, a fim de avaliar os efeitos das altas anteriores sobre a economia. O comitê, no entanto, não descartou novas elevações caso o cenário inflacionário volte a se deteriorar.

“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado. O comitê enfatiza que seguirá vigilante e poderá retomar o ciclo de alta, caso julgue necessário”, destacou o texto.

Selic no maior patamar desde 2006

Essa foi a sétima alta consecutiva dos juros básicos e levou a Selic ao maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a maio de 2025, a taxa passou por seis elevações: uma de 0,25 ponto, uma de 0,5, três de 1 ponto percentual e outra de 0,5 ponto.

A expectativa é de que este seja o último aperto monetário antes de uma pausa, prevista para o segundo semestre.

Inflação fora da meta

A decisão do Copom visa conter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o IPCA recuou para 0,26%, acumulando alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da nova meta contínua de inflação, de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual (limites entre 1,5% e 4,5%).

Pelo novo regime adotado desde janeiro, a meta passa a ser avaliada mensalmente, com base na inflação acumulada em 12 meses. O Banco Central trabalha com um “horizonte ampliado”, avaliando os impactos das políticas monetárias até 18 meses à frente.

No comunicado, o Copom atualizou suas projeções e passou a prever inflação de 4,9% em 2025 (acima do teto da meta) e de 3,6% em 2026. No relatório anterior, previa-se 4,8% em 2025.

Já o mercado está mais pessimista: segundo o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, a inflação deve fechar 2025 em 5,25%.

Crédito mais caro, crescimento menor

Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo e a produção, ajudando a conter a inflação. Por outro lado, dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,9% em 2025. Já os analistas do mercado, segundo o Focus, estimam um avanço maior, de 2,2% no próximo ano.

A taxa Selic é referência para as demais taxas de juros da economia, incluindo as cobradas em empréstimos e financiamentos. Ela também influencia diretamente a rentabilidade de investimentos em renda fixa e os custos da dívida pública.

Fonte: Agência Brasil

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