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Condenado homem que tentou matar companheira e dois policiais militares

Publicado em 29/07/2025 ás09:35

Bombeiros/Divulgação

Foto: Bombeiros/Divulgação

Um homem foi condenado a 30 anos, 10 meses e seis dias de reclusão, em regime inicial fechado, por tentar matar a companheira, ameaçar o cunhado e tentar assassinar dois policiais militares em Guarujá do Sul, no Extremo Oeste catarinense.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de São José do Cedro, que acolheu integralmente as teses do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pela Promotora de Justiça Daniela Böck Bandeira. O réu foi condenado por três homicídios tentados qualificados – sendo um por motivo torpe e feminicídio, e os outros dois por serem contra agentes de segurança pública –, além do crime de ameaça.

Além da pena privativa de liberdade, ele foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais: R$ 15 mil para cada vítima de tentativa de homicídio e R$ 5 mil para a vítima da ameaça.

Conforme a denúncia, os crimes ocorreram no dia 22 de junho de 2024, por volta das 17h, no bairro Santo Antônio, em Guarujá do Sul. Após uma discussão motivada pelo desejo da companheira de deixar a residência, o réu a perseguiu e a atacou com golpes de faca, atingindo rosto, pescoço, tórax, braço e mão da vítima. O crime foi cometido na frente dos filhos menores do casal e só foi interrompido com a chegada do cunhado, que conteve o agressor.

A mulher foi socorrida por vizinhos e encaminhada ao hospital. Após a tentativa de feminicídio, o réu ainda ameaçou o cunhado, afirmando que voltaria para matá-lo e “terminar o que começaram”.

Na fuga, já na BR-163, o homem tentou matar dois policiais militares que se dirigiam ao local da ocorrência, jogando intencionalmente seu veículo contra a viatura em que eles estavam, causando o capotamento do carro policial. Os agentes sofreram ferimentos e foram levados ao hospital. A ação visava impedir a própria prisão e garantir impunidade pelos crimes.

Foto: MPSC

“O que vimos neste caso foi uma sequência de atos extremamente violentos, iniciados pela recusa em aceitar o fim de um relacionamento. A tentativa de feminicídio foi brutal, diante dos filhos menores da vítima, o que agrava ainda mais os fatos. O réu ainda ameaçou uma testemunha e atentou contra a vida de dois policiais, colocando em risco não apenas os agentes, mas toda a sociedade”, afirmou a Promotora de Justiça.

Apesar de caber recurso, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Foi aplicado o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri autoriza a execução imediata da pena imposta, independentemente do total da condenação.

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