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Previsão do Tempo 24/09/2026 | 15:29
Publicado em 29/07/2025 ás19:00
A deputada federal Carla Zambelli foi presa pela polícia italiana na tarde desta terça-feira (29), em Roma. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal.
Zambelli havia deixado o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho deste ano, a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde então, ela era considerada foragida da Justiça brasileira e incluída na lista de procurados da Interpol.
Em nota, a Polícia Federal informou que "a presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário".
O deputado italiano Angelo Bonelli afirmou, em publicação na rede X, que denunciou à polícia um endereço em Roma onde Zambelli estaria hospedada. “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Dei o endereço à polícia, e a polícia já está identificando Zambelli”, escreveu.
Em junho, Bonelli já havia solicitado ao governo italiano urgência na extradição da parlamentar. Na ocasião, ele defendeu que não se pode usar a cidadania italiana como meio para escapar de uma condenação judicial.
Zambelli foi condenada por envolvimento na invasão ao sistema do CNJ, em 2023. Segundo as investigações, o crime foi executado pelo hacker Walter Delgatti, que afirmou ter agido a mando da deputada. Duas semanas após a condenação, ela deixou o país para evitar o cumprimento da pena.
Outro lado
Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado da parlamentar, Fabio Pagnozzi, afirmou que Zambelli decidiu se apresentar espontaneamente às autoridades italianas, com o objetivo de colaborar com os trâmites administrativos. Segundo ele, a deputada não era considerada foragida na Itália e aguardava apenas um posicionamento oficial para se manifestar.
No mesmo vídeo, Zambelli confirmou que se apresentaria às autoridades italianas e declarou estar segura da decisão. A parlamentar do PL disse ainda que não pretende retornar ao Brasil para cumprir pena: “Se eu tiver que cumprir qualquer pena, será aqui na Itália, que é um país justo e democrático. Tenho confiança de que, ao analisarem todo o processo, perceberão que sou inocente”.
Porte de armas
Carla Zambelli responde ainda a um processo criminal no STF pelo episódio em que sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição ocorreu após uma troca de provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.
No processo, o Supremo já formou maioria de 6 votos a 0 para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques suspendeu a conclusão do julgamento.
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