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Previsão do Tempo 21/07/2026 | 01:47
Publicado em 09/08/2025 ás10:30
Um homem que já cumpre penas que somam mais de 49 anos de prisão por crimes dolosos contra a vida — como receptação, roubo majorado e porte ilegal de arma — voltou ao Tribunal do Júri nesta semana para ser julgado por tentativa de homicídio contra dois policiais militares em Santa Cecília, Meio-Oeste de Santa Catarina. Ele chegou ao fórum escoltado pela Polícia Penal e, ao final do julgamento, foi condenado a mais 18 anos e quatro meses de prisão, retornando ao presídio imediatamente.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça da comarca, Murilo Rodrigues da Rosa, que apresentou as provas aos jurados e destacou a gravidade do crime. "Atirar contra policiais no exercício das funções é uma afronta direta ao Estado e à segurança da sociedade. Precisamos dar uma resposta firme a esse fato", afirmou.
Conforme consta nos autos, na noite de 28 de outubro de 2017, o réu disparou cinco tiros de espingarda contra uma viatura da Polícia Militar que fazia ronda na cidade. Os disparos atingiram o braço de um policial e quase feriram o colega. A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina ressaltou que "ele só não consumou o homicídio por circunstâncias alheias à sua vontade, já que os policiais conseguiram se retirar do local e buscar socorro médico".
O uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas — os tiros — foi reconhecido como circunstância qualificadora no processo. "O Ministério Público de Santa Catarina acompanhou o caso durante todo o processo, atuando para garantir que o réu fosse responsabilizado. A condenação reafirma o compromisso da Justiça com a proteção daqueles que arriscam suas vidas diariamente para nos proteger", concluiu o promotor Murilo Rodrigues da Rosa.
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